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Freio ao tráfico de vida silvestre é fundamental para a biodiversidade

Os rinocerontes brancos da África do Sul já não correm perigo de extinção após intensos esforços de conservação. Foto: Kanya D’Almeida/IPS
Stella Paul, da IPS / Envolverde

'Maheshwar Basumatary, de 33 anos, por mais de cinco anos ganhou a vida matando animais selvagens nas florestas protegidas do Parque Nacional de Manas, uma reserva de tigres e elefantes na fronteira entre Índia e Butão que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Mas, em 2005, Basumatary entregou sua arma à polícia e desde então se dedica a cuidar de filhotes abandonados de rinocerontes e de leopardos. Agora ele trabalha para o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal e é um símbolo da conservação da vida silvestre. Incorporar a população local à proteção da fauna é uma forma eficaz de frear a caça ilegal, o contrabando e a venda ilegal de animais, afirmou à IPS Maheshwar Dhakal, do Ministério de Ambiente e Conservação dos Solos do Nepal.

Interferência humana já impacta 85% de áreas com alto nível de biodiversidade

Foto: Wikimedia Commons
 "Um novo estudo internacional mostra que as regiões que abrigam 75% dos vertebrados ameaçados estão sendo mais afetadas pelas atividades humanas do que se pensava.

Fernanda B. Müller, CarbonoBrasil / Envolverde

Grande parte das 35 regiões classificadas como ‘hotspots’¹de biodiversidade ao redor do mundo sofrem com a influência das atividades humanas, concluíram pesquisadores australianos.

Abrigando três quartos dos mamíferos, aves, répteis e anfíbios da Terra, muitos deles endêmicos (que não ocorrem em outros locais) e ameaçados de extinção devido à perda de habitat, esses locais são prioritários para a conservação.

“Os hotspots onde se pensava que havia a maior cobertura de vegetação natural têm registrado os maiores declínios aparentes, então estamos em níveis críticos”, notou o principal autor do estudo, Sean Sloan, da Universidade James Cook (Austrália).

Fundo Multilateral de Investimentos do BID apoiará projetos de desenvolvimento e biodiversidade no Brasil

"Assinatura de contratos com Construtora Norberto Odebrecht S.A., Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM)

Carbono Brasil / BID  

O conteúdo do Instituto CarbonoBrasil possui direitos reservados, porém é liberado para organizações sem fins lucrativos desde que seja citada a fonte e incluída a URL para o portal. Em caso de dúvida, entre em contato. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=736748#ixzz2xlwYxJLL
O Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN), membro do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), anunciou hoje um projeto para preservar a biodiversidade em áreas protegidas no Brasil, além de um contrato com a Construtora Norberto Odebrecht S.A. para colaborar em iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento econômico local e ao meio ambiente.

Biopirataria X internacionalização: a utilização econômica da biodiversidade

“Não apenas as riquezas naturais da Amazônia, mas dos trópicos de maneira geral, têm sido sistematicamente exploradas como matéria-prima do setor de produção econômica de tipo capitalista, implementado globalmente a partir do século XVI”, denuncia o advogado André de Paiva Toledo.

Envolverde / IHU On-Line

A exploração dos recursos naturais sem autorização do poder público, conhecida como biopirataria, é um processo recorrente na história do Brasil.

Entretanto, o país “não rompe com esse modelo, porque há nele uma relação de interdependência econômica internacional que cria uma série de obstáculos a um rompimento absoluto. Ou seja, os demais Estados, frequentemente apoiados por setores da própria sociedade brasileira e em vista de seus interesses, pressionam o Brasil no sentido de se manter nessa condição”, explica André de Paiva Toledo, em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail.

Entre as implicações dessa atividade ilegal, Toledo destaca o impedimento do Estado de origem dos recursos naturais em exercer direitos soberanos no processo de utilização econômica dos produtos gerados a partir da biopirataria. “Isso faz com que o Estado de origem não apenas deixe de se beneficiar quando da seleção de espécimes, mas seja obrigado a adquirir os produtos sem qualquer transferência de recursos financeiros e biotecnológicos”, acentua.

Tráfico de biodiversidade acusado de financiar terrorismo

Um rinoceronte branco em um santuário da província de Limpopo, África do Sul. Em 2011, caçadores ilegais mataram 668 desses animais nesse país. Foto: Jennifer McKellar/IPS
Foto: Ramy Srour, IPS / Envolverde

"Washington, Estados Unidos, 15/1/2014 – Altos diplomatas e funcionários militares dos Estados Unidos pedem urgência aos governos africanos e do Ocidente no sentido de intensificarem a luta mundial contra a caça ilegal, quando crescem evidências de que esta atividade é usada para financiar organizações criminosas e terroristas em várias partes da África. Isso acrescenta pressão para a Conferência sobre o Comércio Ilegal de Biodiversidade, que acontecerá em Londres em fevereiro.

Entre os grupos acusados estão Al Shabab, na Somália, e Exército de Resistência do Senhor (LRA), em Uganda e Sudão do Sul, apontados como responsáveis pela matança de rinocerontes selvagens, bem como de elefantes e outras espécies protegidas, para vender suas presas. Esse tipo de tráfico está associado a um comércio ilícito enormemente lucrativo.

Sumiço de borboletas indica queda de biodiversidade na Europa


Folha de S. Paulo / DEUTSCHE WELLE

“Relatório indica intensificação da agricultura como um dos principais fatores para a diminuição das borboletas na região. Mudanças climáticas também contribuíram para sumiço de metade da população desses insetos. 

Nas últimas duas décadas, a população de borboletas diminuiu 50% nas regiões de pradaria na Europa - principal habitat desses insetos no continente. Essa redução indica uma perda de biodiversidade preocupante na região, segundo o relatório da Agência Europeia do Ambiente, EEA, divulgado nesta terça-feira (23/07). 

A pesquisa analisou dados de 1990 a 2011 sobre 17 espécies de borboletas em 19 países europeus. Esse tipo de inseto é um indicador importante para apontar tendências para outros insetos terrestres que, juntos, formam mais de dois terços de todas as espécies do planeta. Por isso, a agência usa as borboletas como base para medir a biodiversidade e a saúde dos ecossistemas na Europa. 

51% dos brasileiros sabem dar definição correta de biodiversidade, revela pesquisa apoiada pela ONU


Brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias,
Secretário Executivo da Convenção sobre
Diversidade Biológica da ONU (CBD).
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil


“Cinquenta e um por cento dos brasileiros sabem dar a definição correta do conceito de biodiversidade e 96% já ouviram falar no termo. O país apresenta o maior índice de consciência sobre a biodiversidade, à frente de Alemanha, China, Estados Unidos, Reino Unido e França. Documentários, escola e publicidade são as principais fontes para manter o brasileiro informado no assunto.

Essas são algumas das conclusões do Barômetro da Biodiversidade 2013, lançado em Paris pela Union for Ethical Biotrade (UEBT) na última sexta-feira (19).

Ao todo,  a pesquisa ouviu 6 mil pessoas nos seis países analisados. Setenta e cinco por cento dos consumidores estão conscientes sobre a biodiversidade, enquanto 48% deram uma definição correta do termo.

“O Barômetro da Biodiversidade é uma importante fonte de dados sobre as tendências globais de informação sobre a biodiversidade. Os resultados não só mostram uma crescente conscientização mas também que o respeito à biodiversidade gera grandes oportunidades de negócios”, afirmou o Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CBD), o brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias.

O Barômetro da Biodiversidade UEBT gera informações sobre a conscientização acerca da biodiversidade e como a indústria da beleza apresenta o tema. A ferramenta também ilustra o progresso em atingir as metas do Plano Estratégico da CBD, e seus resultados farão parte do próximo Panorama da Biodiversidade Global.”

Organização mundial sobre biodiversidade que reúne cientistas e governos tem primeira reunião


Carolina Gonçalves, Agência Brasil

“Cientistas e negociadores de mais de 100 países estão reunidos em Bonn, na Alemanha, definindo ações para ajudar na preservação da biodiversidade do mundo e evitar a extinção de espécies da fauna e flora mundial sob ameaça de desaparecimento.

Estes são alguns dos temas prioritários da Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês) e as discussões em Bonn marcam o primeiro encontro do órgão, criado em abril de 2011, mas que ainda não tinha dirigentes e cronograma de ações definidos.

Pesquisas dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade ainda são incipientes, afirma levantamento



Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

"Apesar do crescimento acelerado no número dos estudos avaliando as consequências das mudanças climáticas sobre a biodiversidade, eles ainda são bem menos comuns do que os que abordam as outras ameaças à vida, revela uma pesquisa comissionada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

“Análise de Publicações Científicas Existentes Sobre Impactos das Mudanças Climáticas Sobre a Biodiversidade” afirma ainda que poucos países respondem pela maior parte desses estudos e que a produção brasileira é escassa. Para se ter ideia, entre 1991 e 2012, os Estados Unidos publicaram 1031 estudos sobre o tema, enquanto o Brasil apenas 82.

Brasil adere à Plataforma Internacional de Informação sobre Biodiversidade


Iniciativa insere o país detentor da maior
biodiversidade do planeta em rede global
para compartilhamento de ferramentas e
experiências relacionadas à gestão dos
recursos de informações biológicas
Karina Toledo, Agência FAPESP

“Após mais de uma década de mobilização e expectativa de sua comunidade científica, o Brasil aderiu oficialmente à Plataforma Internacional de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês) – maior iniciativa multilateral para tornar acessíveis na internet dados sobre biodiversidade.

A rede composta por 58 países e 46 organizações reúne informações sobre a ocorrência de espécies vegetais, animais e de microrganismos registradas em herbários, museus, coleções zoológicas e microbianas além de sistemas com dados de observação.
O protocolo de entendimento foi assinado no dia 24 de outubro pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

A iniciativa insere o país – que abriga 15% da biodiversidade do planeta – em uma comunidade global que compartilha dados, informações, ferramentas, competências e experiências relacionadas à gestão dos recursos de informações biológicas.

“A entrada do Brasil é um passo muito significativo para nós. Defendemos a visão de um mundo em que a informação sobre a biodiversidade esteja livremente e universalmente disponível para a ciência e para a sociedade. Isso requer a participação do maior número possível de países detentores de megadiversidade, como o Brasil”, disse Tim Hirsch, responsável pela comunicação do GBIF, à Agência FAPESP.

Segundo Hirsh, a adesão beneficiará também o Brasil. “Com dez anos de experiência na construção de sistemas para gerenciamento de informação sobre a biodiversidade, o GBIF oferece ferramentas, treinamento e padrões para agilizar a digitalização, mobilização, descobrimento, acesso e uso dos dados”, afirmou.”
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US$ 80 bi ao ano seriam necessários para salvar biodiversidade

“Entidade estima quantia necessária para cumprimento de duas das Metas de Aichi para barrar as perdas de biodiversidade e manejar locais significativos para a conservação, enfatizando como o valor é baixo em comparação aos benefícios


Fernanda B. Müller, CarbonoBrasil / Envolverde

Após o fracasso dos compromissos assumidos para 2010 no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, as partes concordaram em 20 novas metas, chamadas Metas de Aichi, para 2020.

Para alcançá-las, será preciso um montante significativo de recursos financeiros, mas assim como nas discussões climáticas, quando se trata de investir na salvaguarda do patrimônio natural, não existe vontade política.

Muito se fala em mecanismos como REDD, fundos internacionais ou pagamentos por serviços ambientais como uma forma de aporte financeiro para proteção dos ecossistemas, mas quanto seria preciso para barrar as taxas alarmantes de extinção da biodiversidade?

Usando dados das aves – a classe de organismos mais bem conhecida –, pesquisadores da Birdlife Internacional e da Birdlife britânica estimaram os custos para alcançar duas das 20 Metas de Aichi: salvar espécies de plantas e animais ameaçadas e proteger locais essenciais para a conservação.

O estudo estima que US$ quatro bilhões sejam necessários ao ano para tirar as espécies da extinção, e que outros US$ 76 bilhões teriam que ser direcionados para a proteção e manejo efetivo dos locais significativos para a conservação.

A soma é muito maior do que circula atualmente ao redor do globo, porém os pesquisadores afirmam que o total é pequeno quando comparado com os benefícios econômicos que a natureza oferece.”
Foto: Fabricio Basilio (Santa Catarina Birdwatching)
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Preservação da biodiversidade volta a ser debatida por governos na Índia

Conferência da ONU sobre diversidade biológica começa na segunda-feira. Foco será concretizar compromissos assumidos na última cúpula, em 2010.


Do G1

Mais de 160 países têm encontro marcado a partir de segunda-feira (8) em Hyderabad, na Índia, para debater como concretizar ambiciosos compromissos assumidos há dois anos no Japão sobre a biodiversidade do planeta.

A 11ª Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) reunirá até 19 de outubro membros desta convenção da ONU, que nasceu há 20 anos durante a Cúpula de Terra, no Rio de Janeiro -- a Rio 92.

As nações deverão resolver com que instrumentos e, principalmente, com quais financiamentos poderão frear o desaparecimento de espécies ameaçadas. "Os próximos dez a 20 anos são fundamentais visando ao tempo que temos para proteger melhor a biodiversidade", ressalta Neville Ash, diretor da seção de biodiversidade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).”
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Países precisam fazer mais para evitar extinções de espécies, diz ONU



Países se reunirão na Índia para discutir políticas a favor da biodiversidade. Para ONU, Terra está sofrendo maior onda de extinção desde dinossauros.

G1 / Reuters

Os países do planeta precisam fazer mais para diminuir a extinção de animais e plantas dentro das metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2020, afirmam especialistas da instituição. A redução da extinção, dizem eles, também economizaria ao mundo bilhões de dólares por ano.

Apenas alguns países, como França, Guatemala e Grã-Bretanha, adotaram até agora novos planos nacionais para combater ameaças como a poluição ou as alterações climáticas, de acordo com o pacto estabelecido no Japão em 2010.

"Há muito mais a fazer", disse David Cooper, chefe da unidade científica, técnica e tecnológica no Secretariado da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB), em Montreal. Quase 200 nações se reunirão em Hyderabad, na Índia, de 8 a 19 de outubro, para avaliar o progresso rumo às metas para proteger a vida no planeta.

Relatórios da ONU apontam que a Terra está sofrendo a maior onda de extinções desde o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos.”
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Biodiversidade enfrenta múltiplas ameaças


Zadie Neufville, IPS / Envolverde

“As autoridades da Jamaica, um dos países do Caribe mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática, pretende incentivar o desenvolvimento sustentável para evitar a degradação ambiental, reverter a perda de recursos e deter a perda de sua rica biodiversidade. A responsável da área de ecossistemas da Agência Nacional de Meio Ambiente e Planejamento (Nepa), Andrea Donaldson, disse à IPS que o trabalho em matéria de biodiversidade não está centrado na mudança climática, mas que o organismo sabe de seus possíveis impactos e tenta implantar medidas de proteção.

O informe nacional sobre os Objetivos de Desenvolvimento das Nações Unidas para o Milênio aponta os problemas que este país tem para controlar a contaminação e proteger os ecossistemas importantes. Isto é o que mais preocupa os cientistas, que apontam a falta de atenção com o meio ambiente que pode exacerbar as consequências de eventos climáticos graves. O informe sobre o estado do meio ambiente (SOE) de 2010 e o que foi enviado à Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (CMNUCC) coincidem em afirmar que as atividades humanas constituem uma ameaça significativa.

“A mudança climática provavelmente aumenta o impacto negativo” sobre a perda de habitat, a superexploração, o mau uso da terra e a ignorância do valor dos recursos naturais, diz o SOE. Também são denunciadas alterações nos arrecifes de coral, nas selvas e nos mangues costeiros, áreas identificadas como as mais vulneráveis ao aquecimento global. A Jamaica teve 12 eventos climáticos extremos nos últimos cinco anos. Esta é a ilha mais bioendêmica da região e ocupa o quinto lugar em uma lista mundial sobre quantidade de espécies únicas por país. A perda de biodiversidade da Jamaica pode ter consequências imensas. Há mais de oito mil espécies de plantas e animais terrestres registrados, bem como 3.500 no ambiente marinho.”
Foto: Zadie Neufville/IPS
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Viver em um planeta e meio

Sam Smith, Jim Leape e Stuart Orr
na apresentação do
Livint Planet Report 2012, em Genebra

Isolda Agazzi, IPS (Inter Press Service) / Envolverde

“Um informe do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) alerta para uma significativa redução da biodiversidade, em particular nos países pobres, e sobre um enorme aumento na pegada ecológica das nações ricas. O Living Planet Report (Relatório Planeta Vivo) foi apresentado em Genebra com vistas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá de 13 a 22 de junho, no Brasil. O estudo exorta o mundo a modificar seus padrões de produção e consumo, bem como a desenvolver as energias renováveis.

“Em termos gerais, a biodiversidade caiu 28% no mundo desde 1970. Mas nos países de baixa renda a perda é particularmente importante, pois chega a 60%”, afirmou Jim Leape, diretor-geral do WWF, ao apresentar o informe. “O esgotamento dos sistemas naturais está prejudicando mais os países que menos têm condições de enfrentá-lo”, ressaltou. A publicação mais importante dessa prestigiosa organização ambientalista, divulgada a cada dois anos, foca na biodiversidade de todo o mundo e na pegada ecológica da humanidade, ou seja, na pressão que esta exerce sobre a terra e a água.

O aumento deste último foi enorme desde 1961. “Usamos 50% mais recursos do que a Terra pode suportar. Hoje vivemos como se tivéssemos um planeta e meio. Se continuarmos assim, até 2050 precisaremos de três planetas. Nosso padrão de consumo é insustentável”, alertou Leap. Em média, os países de alta renda têm uma pegada ecológica que quintuplica a das nações de baixa renda. Os dez Estados com maior pegada ecológica por pessoa são Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Estados Unidos, Bélgica, Austrália, Canadá, Holanda e Irlanda.

O informe foi divulgado faltando cinco semanas para começar a Rio+20, que avaliará os avanços no cumprimento dos compromissos assumidos há duas décadas na primeira Cúpula da Terra. “É um momento importante para olhar o que ocorre sobre a Terra”, observou Leape. “Existem propostas para estabelecer Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e de agregar indicadores sociais e ecológicos ao produto interno bruto”, acrescentou.

“O mercado continua enviando sinais equivocados, porque muitos custos não são incluídos no sistema de preços. Os preços deveriam dizer a verdade. Os governos devem eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e se comprometer em proporcionar acesso a energia limpa para todos”, apontou Leape. Diante da pergunta sobre se a economia verde, principal tema da Rio+20, é a solução correta, Leape disse à IPS que “o desafio central é resolver como passar para ela”.
Foto: Isolda Agazzi/IPS
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Brasil identifica perdas da biodiversidade


Luciene de Assis, MMA / Envolverde

“Os pesquisadores Fernando Vasconcelos e Danielle Calandino, do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), identificaram 116 causas responsáveis pela perda da diversidade biológica brasileira. Durante dois meses, entrevistaram 40 gestores públicos de diversos órgãos do governo federal ligados ao tema, trabalho que resultou no documento "Causas e consequências da perda da biodiversidade".

Os resultados dessa investigação estão sendo debatidos por especialistas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), dos seus órgãos vinculados e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPO G), nesta quinta e sexta-feira (10 e 11/05), em Brasília, com o objetivo de fazer um diagnóstico sobre o assunto. Vamos construir os grandes eixos que levam à perda da biodiversidade e relacionados à ação do homem, explica a analista ambiental da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do MMA, Lúcia Lopes.

Futuro

A identificação dos problemas permitirá a construção do Plano de Ação para a Conservação da Biodiversidade para os próximos dez anos. A iniciativa coloca o país no eixo que leva à implementação das 20 metas de Aichi, acordadas ao final da Décima Conferência das Partes (COP 10) da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada no Japão em 2010.”
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Nova técnica pode facilitar políticas de preservação


Pesquisadores calculam a capacidade das florestas de resfriar o ambiente e salientam que esse serviço ecossistêmico deveria ser levado em conta para justificar ações de mitigação do aquecimento global e de uso da terra

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Universidade de Illinois

Quando se pensa em manter a floresta intacta como uma forma de combater as mudanças climáticas o que costuma ser considerado é a quantidade de carbono que seria liberado para a atmosfera se as árvores fossem derrubadas. Agora, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, em parceria com instituições brasileiras, propõem que a capacidade das florestas de resfriar o ambiente também seja utilizada como um argumento a favor de ações de preservação.

“Todos sabem que o desmatamento causa a liberação de dióxido de carbono e que isso contribui para o aquecimento global. Mas os serviços ecossistêmicos das florestas que atuam sobre o clima também deveriam ser levados em conta”, afirmou Kristina Anderson-Teixeira, uma das autoras do artigo.

As florestas contribuem para o resfriamento de uma região ao liberarem vapor de água no ambiente, um tipo de “suor planetário”.
“É preciso uma grande energia para converter água em vapor e esse processo resfria o solo e a superfície das folhas da mesma maneira como o suor resfria a nossa pele”, explicou Evan DeLucia, coautor da pesquisa. 

A importância da presença das florestas para o clima já é conhecida há muito tempo, a dificuldade está em quantificar essa ajuda de forma que possa ser um argumento a mais para a preservação ambiental.
Para tentar resolver esse problema, Kristina Anderson-Teixeira e Evan DeLucia, ambos da Universidade de Illinois, se uniram aos professores Peter Snyder e Tracy Twine, da Universidade de Minnesota, e aos professores Santiago Cuadra, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, e Marcos Costa, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.”
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6 problemas causados pela perda da biodiversidade


Ciclo Vivo

“O site norte-americano TreeHugger listou seis problemas ocasionados pela redução das espécies da fauna e flora. O problema já é antigo, mas ainda existe. Em 2007, o Ministro Federal do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, estimou que 30% de todas as espécies estariam extintas até 2050.

Este é apenas um dos cenários criados por especialistas, mas existem números ainda mais alarmantes, como a possibilidade de 140 mil espécies serem perdidas a cada ano. Por este motivo, alguns estudiosos chamam o período atual de “sexta grande extinção”.

A lista que segue mostra como a humanidade é afetada por esta falta de cuidado com a biodiversidade.

1. Custo econômico da biodiversidade perdida

No topo da lista está o valor monetário da biodiversidade em todo o mundo. O ecossistema possui funções específicas, como: polinização, irrigação, recuperação do solo, entre outras coisas. Porém, com diversas áreas afetadas, a natureza não suporta exercer adequadamente todas estas atividades. O custo estimado por causa deste prejuízo natural varia de US$ 2 a 5 milhões por ano, em todo o mundo.

2. Segurança alimentar reduzida

A redução da biodiversidade não ocorre somente por meio do desmatamento ou da caça predatória. A introdução de novas espécies também aumenta a concorrência com os habitantes locais e, muitas vezes, leva populações nativas à extinção. Em grande parte do mundo isso ocorre em fazendas, com raças estrangeiras de gado sendo importadas, empurrando para fora os nativos.
Isto significa que a população mundial de gado é cada vez menor, e mais vulnerável a doenças, secas e mudanças climáticas.”
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Novo mapa revela um dos lugares com a maior biodiversidade na Terra, mas que já está ameaçado pelo petróleo

Jeremy Hance, Mongabay / Carbono Brasil

“Um novo mapa ressalta a importância de conservar o Parque Nacional Yasuní, o ecossistema mais biodiversificado no Hemisfério Ocidental, e talvez até mesmo na Terra. Cientistas lançaram o mapa para coincidir com a Assembleia Geral das Nações Unidas, em apoio a uma iniciativa pioneira para salvar o parque da exploração de petróleo, através de doações internacionais para compensar a perda da receita. Conhecido como Iniciativa Yasuní-ITT, o plano pretende proteger uma área de 200 mil hectares no Parque Nacional Yasuní da perfuração de petróleo em troca de um fundo de mais de US$ 3 bilhões.

“O mapa indica que o Parque Nacional Yasuní é parte de uma zona pequena e única com a maior diversidade biológica do Hemisfério Ocidental”, explicou Clinton Jenkins, principal planejador do mapa e pesquisador da Universidade Estadual da Carolina do Norte, em um comunicado à imprensa.

O mapa mostra que o leste do Equador (a localização do Yasuní) e o nordeste do Peru têm o maior número de espécies no hemisfério, baseado em dados de pássaros, mamíferos, anfíbios e plantas. Para exemplificar, os pesquisadores descobriram mais espécies de árvores (655 para ser exato) em um único hectare em Yasuní do que em todo os Estados Unidos e o Canadá juntos. O Yasuní também contém a maior biodiversidade de repteis e anfíbios no mundo, com 271 espécies. Mas os insetos ainda ganham: de acordo com o entomologista Terry Erwin, um único hectare de floresta tropical no Yasuní pode conter até 100 mil espécies de insetos únicas. Essa estimativa, se for comprovada, é a maior por unidade de área no mundo para qualquer taxa de plantas ou animais.

“O Yasuní é um tesouro internacional – talvez o lugar mais rico biologicamente na Terra. Sua perda seria uma tragédia para o Equador e, de fato, para povos no mundo todo que celebram a diversidade da vida”, disse Hugo Mogollon, diretor executivo da Finding Species, uma ONG que trabalha no Equador. “A Iniciativa Yasuní-ITT é pioneira. É um esforço sério para manter a floresta megadiversa intacta, que vem direto do escritório do presidente do Equador na região e o mundo deveria realmente querer apoiar isso”.

No plano, lançado em 2007, o governo equatoriano prometeu deixar reservas de petróleo de cerca de 846 milhões de barris de petróleo inexploradas no bloco ITT do Parque Nacional Yasuní se doadores internacionais estiverem dispostos a contribuir com US$ 3,6 bilhões, ou cerca de metade do valor de mercado do petróleo da área. O fundo Yasuní forneceria dinheiro para projetos de energia renovável, programas sociais, iniciativas de pesquisa, conservação e projetos de reflorestamento. No entanto, apesar do apoio de muitos cientistas e organizações de conservação, a iniciativa está tendo dificuldade em angariar fundos, uma situação que não foi ajudada pelo fato de que o fundo foi lançado um ano antes da recessão global.

A iniciativa levou um duro golpe no início deste ano quando a Alemanha desistiu de apoiar o programa. Uma declaração do ministro da federação alemã Dirk Niebel afirmou que a iniciativa era “interessante e inovadora”, mas que havia muitas questões sem resposta em relação ao programa.”
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Biodiversidade cai mesmo com mais áreas de preservação

“As cerca de cem mil áreas protegidas no mundo estão sendo insuficientes para evitar a maior taxa de extinção de espécies dos últimos 500 milhões de anos, afirma estudo que recomenda outras ações para defesa dos ecossistemas.

Jéssica Lipinski, CarbonoBrasil / Envolverde

Atualmente, mais de 19 milhões de quilômetros quadrados de terras e 2,5 milhões de quilômetros quadrados de oceanos são dedicados a preservar habitats e ecossistemas. Pode parecer muito, mas corresponde a apenas 5,8% das terras e 0,08% dos mares do mundo, respectivamente. Mas a pior notícia é que, segundo uma nova pesquisa, toda essa área de preservação não está conseguindo evitar a perda de biodiversidade na Terra.

O relatório, de autoria de Camilo Mora e Peter Sale, publicado no periódico Marine Ecology Progress Series, aponta que, nos últimos 50 anos, o número de áreas preservadas cresceu e chega hoje a mais de cem mil. No entanto, este aumento não está sendo suficiente para impedir a extinção de espécies, que é a maior dos últimos 500 milhões de anos.

“A rede global de áreas protegidas é uma grande conquista, e o ritmo com o qual foi alcançada é impressionante. Áreas protegidas são ferramentas de conservação muito úteis, mas, infelizmente, a rápida taxa de perda de biodiversidade indica a necessidade de reavaliar a nossa forte dependência dessa estratégia”, sugere Sale, que é diretor assistente do Instituto para Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas no Canadá.”
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