Se eu governasse o mundo. Umberto Eco dá um recado de fim de ano

"Importante filósofo, escritor e formador de opinião, o italiano Umberto Eco às vésperas de completar 84 anos nos oferece algumas reflexões sobre temas que considera fundamentais: internet, religião, e sobretudo a educação. Ele acha louvável que o maior número possível de pessoas frequente a universidade. Mas condena a decadência generalizada da qualidade do ensino no mundo ocidental.

Entrevista a: Serena Kutchinsky, Brasil 247 

O escritor e pensador Umberto Eco
O que eu faria se governasse o mundo? Só posso dar uma resposta polêmica sobre o que eu faria se governasse o mundo, já que não existe chance de que isso aconteça. À medida que fui envelhecendo, comecei a odiar a humanidade. Assim sendo, se fosse dono do poder absoluto, deixaria que a humanidade persistisse no caminho da sua autodestruição, de modo que ela seria mesmo destruída, e eu seria mais feliz.

As pessoas como eu, os assim-chamados intelectuais, fazemos nosso trabalho, podemos escrever artigos, temos nossas formas de protestar, mas não podemos mudar o mundo. Tudo o que podemos fazer é apoiar a política de empatia. Angela Merkel fez uma declaração positiva quando incentivou o povo alemão a acolher refugiados sírios. Ela mudou a imagem do povo alemão em todo o mundo. Depois disso, os alemães já não serão vistos como membros da SS de Adolf Hitler. Isso é o que um político pode fazer."
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