O que podemos aprender sobre traição e violência com o caso de Fabíola?

Nos bons tempos
Nathali Macedo, DCM

O caso da mineira que traiu o marido com seu melhor amigo deveria ser só mais um adultério a ser tratado entre quatro paredes, no mais íntimo da vida conjugal do casal, mas acabou viralizando na internet quando o marido traído filmou a cena e espalhou o vídeo nas redes sociais.

Na filmagem, ele – que flagrou a esposa saindo do motel com seu melhor amigo – agride a esposa enquanto um outro amigo filma a cena e incita a briga.

O que choca na situação não é a desnecessária publicidade de uma questão íntima: isso transformou-se em uma praxe mais natural do que deveria na internet. As pessoas deturpam a finalidade das redes sociais quando expõem-se desnecessariamente nas mais esdrúxulas situações.

O que me deixou realmente estupefata na mais nova bizarrice das redes sociais é a naturalidade com que um homem, em pleno século XXI – quando as discussões sobre violência contra a mulher estão a todo o vapor – publiciza uma agressão física na rede sem nenhum tipo de represália.

O enfoque da viralização do vídeo não é a agressão pública – física e verbal – sofrida pela mulher, exposta e agredida em plena rede – mas a condenação moral pela traição – que, embora reprovável, não diz respeito a ninguém mais além dos envolvidos. A agressão, ao contrário, é recebida como natural, uma reação justa e proporcional ao adultério.

As pessoas estão tão preocupadas em julgar a vida íntima alheia que não se dão conta do quão absurdo é agredir uma mulher e levar isso a público sem medo das conseqüências.

Acaso um homem fosse flagrado saindo de um motel com a melhor amiga de sua esposa, este seria apenas mais um dia comum na internet. A indignação, caso houvesse, certamente se concentraria na amiga que “deu em cima de um homem comprometido”, ou na esposa omissa que foi traída porque “não dá conta de segurar um homem” – jamais na figura do pobre homem adúltero.

Afinal, a carne é fraca e os ‘instintos masculinos’ justificam a traição.
Mas quando uma mulher é flagrada traindo seu marido, a moralidade seletiva impera de tal forma que até mesmo a violência física escancarada nas redes sociais é ignorada diante do ‘absurdo’ do adultério.

As pessoas respeitam a vida íntima do outro quando ouvem um vizinho agredindo sua esposa (não vou chamar a polícia, eles que se resolvam!), quando assistem a um relacionamento abusivo (só ela pode se livrar do marido opressor!) – mas quando presenciam o ‘erro’ de uma mulher, esquecem-se da sagrada intimidade conjugal e julgam-na nas redes sociais.


Este é o retrato da hipocrisia moderna: a vida sexual do outro indigna, a violência não. O que esperamos de uma sociedade tão moralista é que empenhe toda esta retidão para meter a colher nos relacionamentos agressivos e opressores, mas a moralidade do patriarcado só se aplica à mulher.

Não estamos aqui para determinar se  traição é ou não reprovável – por mais natural que seja escancarar a própria vida na internet, não podemos nos quedar diante desta realidade: a vida sexual do outro não nos diz respeito. A violência, sim."

11 comentários:

Unknown disse...

Isso é resultado da apologia que as redes socias fazem a banalidades e hipocrisias em detrimento da moral e dos bons costumes.
Ps:aguardem que vem mais desses casos por ai.

Anônimo disse...

É completamente feminista essa matéria querendo justificar algo só porque foi uma mulher. Hipócrita.

Anônimo disse...

Concordo quando se refere à agressão, porém as feministas só falam M.... pago pra ver se a natureza tivesse as favorecido com a força natural e elas flagra sem seu marido traindo se elas não usaria da agressão.
Deixo claro que sou contra qualquer tipo de agressão física, mais que a Fabíola fez papel de P... fez, acabou com a família dela, no Brasil temos um problema cultural onde: O homem trai é bonito, a mulher trai é feio, concordo com direitos iguais e abomino a traição em ambas as partes.
FEMINISTA PRA MIM SÃO MULHERES COM RAIVA DA NATUREZA POR TER BENEFICIADO OS HOMENS, E MUITO PRECONCEITUOSAS.

ZuzoBem Gara disse...

Mas se fosse a mulher agredindo o homem traidor, aí seria justificável.
Se fosse a mulher do traidor, seria a coitada traída pelo opressor.
Se fosse a mulher do traído quebrando o carro, seria justa e merecida a vingança.
Se tivesse um afro-descendente, racismo.
Um homosexual, homofobia.
Etc, etc...

amigos007 disse...

As duas semanas atrás, foi noticiado algo semelhante .porem no caso o adúltero de era o marido, a mulher subiu no carro jogou pedra no carro e no marido. O partido feminista nao veio aqui defender o homem adultéro. Hipocrisia.ainda foi dado razao a mulher traída e agora oq me diz?
Saiba que não há justificativa para adultério

E nao vem com essa de carne e fraca

A raiva e algo que não se deve provocar em ninguém.

Anônimo disse...

as mulheres estaõ cada ves mais feministas exemplo falaram tanto que se colocassem uma mulher no poder ia resolver pois a mulher tem pulso forte olha so a merda que deu desemprego e inflação alta e so escândalos se trai e e uma mulher naõ pode relar a maõ sexo frágil se e homem bem feito safado.no caso desta vagaba ele ate que foi bonzinho de mais e para com este negocio de o cara traído matar o homem temos que ir na fonte do problema pois se a mulher tivesse vergonha na cara isto naõ teria acontecido pois a mulher e o freio de tudo .

Anônimo disse...

Que bosta de post, ficar defendendo a vagabunda aqui. Perdi 4 min da minha vida. Post de merda.

Anônimo disse...

Sinceramente. É errado trair tanto quanto é errado bater na guria, apesar de tú teres forçado muuuuuito a barra, não foi pra tanto. Já apanhei da minha namorada muito mais feio do que isso, não revidei, mas juro que a vontade foi de revidar, pode me bater porquê? Mas jamais faria, porque posso me defender, ela não. Mas o que me incomoda é que qualquer caso que aconteça as feministas aproveitam pra fazer seu discurso. Um pedófilo depravado diz que uma guria de 12 anos da TV é atraente. O CARA É PEDÓFILO, muito antes de ser machista. O cara mata a mulher com 10 facadas, POMBAS, O CARA É UM ASSASSINO, muito mais do que ser machista. Crime é crime, assassinato e pedofilia são crimes muito maiores do que ser machista,isso é lógico e evidente. Vocês discursam tanto e por tudo, que, uma luta completamente legítima como a luta por direitos iguais, se torna uma luta mesquinha que jamais vai alcançar nada.Homens e mulheres precisam um do outro, o feminismo vigente diz que não, englobam todos os homens numa condição que não é verdadeira e é extremamente ofensiva. A sociedade é machista, não eu, indivíduo. Mulheres também o são. Assim como homens são assassinados em maior número, "por homens", como as feministas argumentam, mas isso também é um constructo social, o homem é mais violento por imposição da sociedade. Deixem de ser mesquinhas mulheres, porque se torna ridículo. "Matou a mulher e picoteou, deu pros cachorros e mandou a cabeça para a família": "Machistaaaaaa". Entendem como é ridículo?

OrgulhoL disse...

Seus machistas fdp se eu pudesse eu mataria todos voces que incitam o odio e opressao.
Tem mais é que sefuder todos, seus intolerantes.
A mulher é superior ao homem e procura igualdade porque homem tem que ser escravo da mulher mesmo.

Unknown disse...

Oxe!

Anônimo disse...

OrgulhoL, por isso que tu nasceu mulher.. pra calar esse pensamento ridículo que você acabou de escrever. Ser superior...meu deus.