5 coisas que nunca teríamos aprendido sobre o Universo sem o Hubble

 
Ione Aguiar,

"Nesta sexta (24), o telescópio espacial Hubble completa 25 anos.

O satélite não tribulado foi lançado pela NASA em 24 de abril de 1990, acoplado à nave Discovery.

É comum que o Hubble seja comparado à luneta que Galileu Galilei usou para revolucionar a ciência moderna, tamanha sua influência sobre o que nós conhecemos sobre o Universo.

É provável que em 2020 o Hubble saia de cena, para dar lugar a um novo telescópio. Mas seu legado de um quarto de século de trabalho será eterno.
Aqui estão algumas coisas que não conheceríamos, se não fosse o Hubble.

O Universo está se expandindo  


Antes do Hubble, a maior parte do cientistas acreditavam que a expansão do Universo estava se desacelerando, já que a ação gravitacional entre as galáxias deveria mantê-las juntinhas, sem separar .

Ao observar supernovas -- a explosão de uma estrela que morre -- em lugares distantes do Universo, o Hubble nos permitiu concluir que o universo estava se expandindo em aceleração.

A idade do Universo



Fazíamos tanta ideia da idade do Universo quanto fazemos da idade da Glória Maria.

Antes do Hubble, os cálculos variavam em sutis 10 bilhões de anos.

Hoje, podemos dizer com uma boa margem de segurança: o Universo tem 13,7 bilhões de anos.

A matéria escura


Graças ao Hubble, astrônomos conseguiram fazer o primeiro mapa tridimensional da matéria escura, uma forma invisível de matéria responsável pela maior parte da massa do Universo.

Planetas extrassolares


Quando o Hubble foi lançado, um ano antes do nascimento desta repórter, ainda não havíamos conhecido um só planetinha fora do nosso sistema solar. Hoje, já descobrimos mais de 1700 exoplanetas.

Ao menos dois deles são potencialmente habitáveis por algum tipo de vida, já que têm oxigênio, carbono e hidrogênio.

Mas a expectativa é que, só na nossa galáxia, haja um número quase incontável de planetas. Isso porque o Hubble descobriu mais de 180.000 estrelas na Via Láctea.

O passado


A velocidade da luz é de aproximadamente 1 bilhão de km/h. Por isso, a luz que o Sol emite demora oito minutos para chegar à Terra.

As luzes da galáxia mais próxima que existe da Via Láctea, Andrômeda, levam 2,5 milhões de anos para chegar aqui. Por isso, não enxergamos o que ela é, e sim o que ela foi.

Nas regiões mais distantes do Universo, conseguimos observar galáxias que existiram quando o Universo ainda era criancinha e tinha apenas 600 milhões de anos."

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