Empresa japonesa cria projeto de 'cidade sustentável' no fundo do mar

Uma empresa de engenharia japonesa aposta nas profundezas do oceano para garantir um futuro “verdadeiramente sustentável” à vida humana. Por isso, divulgou um projeto ambicioso de uma cidade debaixo d’água.
Segundo a Shimizu Corporation, a cidade seria dentro de um globo flutuante de 500 metros de diâmetro onde existiriam hotéis, espaços residenciais e complexos comerciais.
Sob o globo, uma estrutura espiral localizada a 3 km ou 4 km abaixo da superfície se estenderia por 15 km até o fundo do mar.
Segundo a Shimizu Corporation, as profundezas do oceano oferecem um potencial enorme para garantir ciclos mais eficientes e apropriados da biosfera da Terra, "mas infelizmente nós ainda não aproveitamos ao máximo esse potencial".
O conceito apresentado pela empresa procura tirar vantagem das possibilidades ilimitadas do fundo do mar, ligando juntos verticalmente o ar, a superfície do mar, o mar profundo, e o fundo do mar.
“Agora é a hora de criar uma nova interface com o mar profundo, fronteira final da Terra. Romper com os padrões anteriores de desenvolvimento da terra e optar por um plano que se destina a promover uma verdadeira sustentabilidade, maximizando o uso dos recursos das profundezas do mar”, diz a empresa.
No fundo do mar, uma "fábrica de terra" iria produzir metano a partir de dióxido de carbono utilizando microorganismos. Também é possível extrair minerais de terras raras e metais.
A empresa apresenta o projeto de cidade no fundo do mar como solução para cinco "crises" mundiais atuais: comida, energia, água, CO2 e recursos naturais.
Segundo ela, o fundo do mar tem potencial ilimitado para pesca e energia, bem como para a criação de água doce e o tratamento de emissões de CO2.
A Shimizu está trabalhando no projeto com a Agência Japonesa de Ciência Terrestre e Marítima e com a Universidade de Tecnologia de Tóquio, e acredita que levará cinco anos para construir a primeira unidade da cidade subaquática a um custo de 3 trilhões de ienes (R$ 66 bilhões).
Da BBC Brasil

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