América Latina teve a maior perda de espécies animais nos últimos 40 anos

Com habitat nas florestas tropicais, Tucano-de-bico-preto é considerado extinto em SP.
"A América Latina está atravessando o maior declínio regional com uma crítica diminuição das populações de vida selvagem. É o que aponta o Relatório Planeta Vivo 2014 (Living Planet Report), lançado a cada dois anos pela Rede WWF. Por outro lado, a região abriga diversos programas para reverter a perda da biodiversidade, segundo a publicação internacional lançada nesta terça-feira (30).

Em média, 83% das populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis foi extinta na América Latina nos últimos 40 anos. A diminuição da vida selvagem da região é maior do que o declínio global de 52% no mesmo período.

O Relatório Planeta Vivo 2014 aponta ainda que a Pegada Ecológica - medida da demanda da humanidade sobre a natureza - continua a aumentar.

"Biodiversidade é uma parte fundamental dos sistemas que sustentam a vida no planeta e um termômetro para saber como estamos cuidando do planeta, que é a nossa única casa. Necessitamos urgentemente de uma ação global em todos os setores da sociedade para construir um futuro mais sustentável", afirma o diretor geral do WWF, Marco Lambertini.

Nesse declínio observado na América Latina se destaca a pressão intensa sofrida pelas espécies tropicais. Entre milhares de espécies estudadas, os trópicos mostraram 56% de perda em população comparado com 36% nas zonas temperadas.

"Segundo a edição 2014, as maiores ameaças registradas para a biodiversidade são a perda e degradação do habitat natural, pesca predatória, caça e as mudanças climáticas. O nosso País tem um papel relevante em termos de biodiversidade para todo o mundo. Isso é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade", diz a Secretária Geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

A perda de biodiversidade, o aumento da população e do consumo per capita na América Latina estão levando ao crescimento da Pegada Ecológica. A América Latina aparece na metade do ranking regional apresentado no relatório. Globalmente, a demanda da humanidade sobre o planeta está 50% maior do que a natureza pode renovar, ou seja, atualmente, seria necessário um planeta e meio para produzir os recursos necessários para a nossa atual Pegada Ecológica.

O relatório na íntegra e outros materiais (em inglês) podem ser acessados aqui."

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