Mundo pode passar por maior extinção animal já vista

A preservação da fauna não se trata apenas de beleza.
Redação, CicloVivo

 "O mundo está passando por uma das maiores crises animais já vistas. Esta é a conclusão a que chegou um estudo conduzido pelo professor Mauro Galett, do Instituto de Biociências da Unesp, em parceria com pesquisadores dos EUA, México e Reino Unido.

Os cientistas analisaram populações de animais vertebrados e invertebrados e identificaram grandes perdas desde o início das navegações, quando muitos povos viajaram para outros continentes e começaram a habitar terras antes inabitadas. O estudo, publicado na revista Science, indica que, somente nos últimos 40 anos, as populações de vertebrados foram reduzidas em 30% e de invertebrados em 35%.

“Nosso trabalho vem alertar para a rápida diminuição das populações de vertebrados e invertebrados no planeta e suas consequências para o bem estar da humanidade”, informou o professor, em comunicado oficial. A este cenário, os especialistas deram o nome de “defaunação”, uma espécie de desmatamento aplicado aos animais.

Galett ainda esclarece que a preservação da fauna não se trata apenas de beleza, mas é essencial para a manutenção da própria vida humana. “Eles [os animais] fornecem serviços ambientais imprescindíveis à sobrevivência da nossa própria espécie”, justificou.

O pesquisador ainda deu exemplos de serviços que são naturalmente exercidos por animais, como a polinização, em que os insetos, principalmente abelhas, são responsáveis por polinizar 75% da produção agrícola mundial. Ainda em relação à agricultura, morcegos e outras aves ajudam a controlar pragas. Não só isso, mas os animais também influenciam diretamente a qualidade da água, a ciclagem de nutrientes e diversos aspectos da saúde pública.

“A ciência tem se preocupado com o impacto das extinções das espécies, mas o problema também é a extinção local de populações. Algumas espécies podem não estar globalmente ameaçadas, mas podem estar extintas localmente. Essa extinção local de animais afeta o funcionamento dos ecossistemas naturais vitais ao homem”, finaliza o pesquisador brasileiro."

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