Inmetro lança lista com carros mais econômicos

"Ranking classifica 495 modelos de 36 montadoras pelo gasto de combustível por quilometragem rodada, de acordo com parâmetros do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil  

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou na última semana uma lista que classifica carros de acordo com o seu gasto de combustível por quilômetros rodados. Neste ano, o instituto testou 495 modelos e versões de 36 marcas. Ao longo do ano, com o lançamento de novos modelos e versões, o ranking deve ser atualizado.

A classificação é feita segundo paramentos do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que testa os automóveis em laboratórios, simulando as condições das vias urbanas e estradas. Depois disso, os veículos são ranqueados em categorias que vão de A até E, de acordo com seu desempenho.

Após a classificação, caso a fabricante permita, os carros podem receber uma etiqueta que indica sua performance. Como a participação das montadoras não é obrigatória, algumas marcas, como a Chevrolet, não participaram da lista.

No segmento dos subcompactos, no qual estão presentes os automóveis considerados populares, o veículo mais econômico para a cidade foi o Renault Clio 1.0 modelo básico – sem ar-condicionado e direção hidráulica –, com um consumo médio de 9,5 quilômetros por litro de álcool e 14,3 quilômetros por litro de gasolina. As piores notas ficaram com o Chery Face 1.3 Flex e o Fiat 500 Sport Air.

Na categoria dos médios, os modelos híbridos do Toyota Prius e do Lexus CT200h foram os únicos com A tanto em sua categoria específica quanto na comparação geral. As piores notas foram as do Volvo V40.
Entre os automóveis considerados grandes, nenhum teve dupla nota A, e o Honda Civic obteve as melhores classificações. Entre os piores estão o Mitsubishi Lancer, Audi Q3 e JAC J6, cujos motores são movidos apenas à gasolina.

No segmento extra grande, o carro mais econômico é o Nissan Altima com motor à gasolina, com consumo de 10,1 km/l no ciclo urbano e 13,1 km/l no rodoviário. O Bentley Continental V8 foi o que apresentou as piores notas.

Na categoria utilitário esportivo, também não houve duplo A, e os mais econômicos foram o Fiat Uno Way, o Palio Weekend, o EcoSport 1.6 manual e 2.0 de dupla embreagem, o Renault Duster 4x2 2.0, o Kia Sportage automático, o MitsubishiOutlander CVT e o Toyota RAV-4. Os menos econômicos foram o Jeep Compass e os Hyundai Tucson e ix35.

Já entre as minivans, a mais econômica é o Fiat Dobló Attractive, e as menos econômicas são as Chrysler Town e Country. Por fim, entre os esportivos as notas mais altas foram dos Mercedes Classe C (C180) e SLK 250, dos Porsches Boxster e Cayman e o Volkswagen Fusca. As mais baixas foram das marcas Ferrari, Lamborghini e Maserati.

Tecnologias para a economia e sustentabilidade

Índices como o do Inmetro possibilitam que os consumidores fiquem atentos e percebam como – e se – as novas tecnologias que buscam reduzir o consumo de combustíveis e a emissão de gases do efeito estufa (GEEs) de fato funcionam.

Entre essas novas tecnologias estão motores com melhor consumo, que reduzem as emissões de CO2 em até 20%, caixas de câmbio automáticas e também combustíveis com menor presença de poluentes. Outra tecnologia que vem chamando a atenção dos consumidores são os automóveis híbridos e elétricos, que utilizam a energia elétrica para movimentar o veículo.

Contudo, apesar da boa aceitação que veículos híbridos e elétricos apresentam nos mercados dos países mais desenvolvidos, no Brasil a utilização de carros elétricos cresce lentamente, visto que ainda há muitos obstáculos para a implementação dessa nova tecnologia no país.

Uma das razões disso é o preço proibitivo dos automóveis, que, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), custam em média R$ 200 mil. Mesmo os mais baratos apresentam um valor entre R$ 120 mil e R$ 130 mil, muito superior ao custo dos carros mais acessíveis à população.

Outra razão, de acordo com a ABVE, é a infraestrutura da recarga de automóveis elétricos, que ainda é precária no país. Essa infraestrutura, que inclui equipamentos de recarga, medidores de consumo e formas de cobrança, ainda é pouco encontrada no Brasil, e diversas cidades sequer possuem a tecnologia.

A associação afirma que a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, deve ser a primeira do país a disponibilizar infraestrutura para receber os carros elétricos, mas não há previsão de que muitas outras cidades acompanhem o município em breve. Com isso, infelizmente, talvez a melhor opção para o consumidor brasileiro ainda seja ficar de olho nas inovações que tornam os automóveis movidos a combustível mais econômicos e sustentáveis."

Crédito imagem: Wikimedia commons

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