Vírus que exige pagamento de resgate invade 250 mil computadores

'Vírus que exige pagamento de resgate invade 250 mil computadores

GGN / BBC Brasil

Vírus de computador infesta mais de 250 mil equipamentos que usam sistema Windows

Um vírus de computador de um tipo conhecido como ransomware infectou cerca de 250 mil equipamentos que usam o sistema operacional Windows, segundo especialistas em informática.

Ao invadir um computador, o Cryptolocker, como foi batizado esse software malicioso, codifica informações (fotos, vídeos e documentos) do usuário e exige o pagamento de um resgate (ramson, em inglês) para liberar os dados.

Enquanto a vítima é extorquida um cronômetro que aparece na tela colabora para pressioná-la, lembrando quanto tempo ela tem para fazer o pagamento, explica o especialista em tecnologia da BBC Mundo, David Cuen.

Analistas da empresa Dell Secureworks afirmaram que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha foram os países mais afetados no período entre 9 e 16 de dezembro, mas 4,8% (309) dos ataques atingiram computadores no Brasil (veja a tabela a abaixo)

Segundo eles, os criminosos inicialmente atacaram empresas, mas passaram a extorquir também usuários particulares de computadores.

Países mais atacados por Cryptolocker

Países Número de computadores atacados (entre 9 e 16 de dezembro) Porcentagem
EUA 1.540 23,8%
Grã-Bretanha 1.228 19%
Austrália 836 12,9%
França 372 5,8%
Brasil 309 4,8%
Itália 204 3,2%
Turquia 182 2,8%
Espanha 145 2,2%
China 138 2,1%
Canadá 135 2,1%
Fonte: Dell Secureworks

E-mail

A Dell Securework fez uma lista com endereços de sites de internet que teriam sido usados para propagar o vírus e alertou que cada vez mais softwares como esse estão sendo criados.

Esse tipo de programa criminoso de computador existe desde 1989, mas sua última versão é particularmente problemática devido à forma com que torna nos arquivos inacessíveis, afirmou o analista de tecnologia da BBC Leo Kelion.

De acordo com a página de internet do Centro de Segurança e Proteção da Microsoft, o ransomware "normalmente se instala quando se abre um e-mail e clica-se em um link mal intencionado".

Esses links também podem estar em mensagens instantâneas, mídias sociais e sites da internet."

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