Apple sofre forte competição após lançamentos da China Móbile


Placa da China Mobile em rua do centro de Xangai. Apesar de toda a expectativa, o muito aguardado acordo da Apple com a China Mobile pode resultar em pouco mais que um impulso momentâneo nas receitas da gigante norte-americana
Correio do Brasil / Reuters

“Apesar de toda a expectativa, o muito aguardado acordo da Apple com a China Mobile pode resultar em pouco mais que um impulso momentâneo nas receitas da gigante norte-americana.

Um acordo com a maior operadora de telefonia móvel do mundo, esperado para esta semana, dá à Apple 759 milhões de novos potenciais consumidores que poderiam gerar US$ 3 bilhões em receita em 2014, ou quase um quarto do crescimento projetado de receita da Apple em seu atual ano fiscal.

Após a bolada inicial, porém, a Apple se encontrará em uma batalha familiar e cara com sua principal rival em smartphones, a sul-coreana Samsung Electronics, para conquistar consumidores, uma carteira por vez.

- A maneira mais fácil de aumentar as vendas de iPhone sempre foi distribuição. Este era o pote no final do arco-íris e agora que chegamos lá, vai ser uma lenta batalha por consumidores, à moda antiga – disse Ben Thompson, que escreve sobre o setor de tecnologia no stratechery.com.

A China é o segundo maior mercado da Apple depois dos Estados Unidos. As vendas líquidas na China para o ano fiscal encerrado em setembro de 2013 cresceram 13%, para US$ 25,4 bilhões, correspondendo a cerca de 15%  dos US$ 170,9 bilhões do total de vendas líquidas da Apple.

Vodafone é alvo de ação judicial

A Vodafone foi notificada de uma ação judicial de 250 milhões de euros (US$ 343,26 milhões ) por ter supostamente violado seus contratos e causado prejuízos a um parceiro varejista grego, relatou o Financial Times no final do domingo.

O FT, citando documentos que teria visto, disse que a Vodafone Grécia recebeu, na semana passada, detalhes de uma ação cível da MTS, uma varejista de telecomunicações locais que vende contratos e serviços da Vodafone no país.

A MTS, na qual o grupo de telecomunicações britânico detém uma fatia de 40%, alegou que a Vodafone restringiu sua capacidade de operar por meio do cancelamento de uma reestruturação de empréstimo e a rescisão de um acordo de cooperação que envolvia serviços de manutenção e contratos de empréstimo, disse o Financial Times.

A MTS também alegou que foi impedida de abrir capital na bolsa de valores em Atenas pela Vodafone, que teria se aproveitado da dependência econômica da MTS.

- As reinvindicações não têm mérito e os alegados prejuízos são completamente imaginários. A Vodafone se defenderá vigorosamente – disse a Vodafone ao Financial Times.

A MTS e a Vodafone não puderam ser contatados pela agência inglesa de notícias Reuters para comentar o caso fora do horário comercial normal.’

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