São Paulo está entre as 20 melhores cidades para jovens


Jéssica Lipinski, Instituto Carbono Brasil

“É comum ouvirmos dizer que São Paulo é uma cidade violenta, insegura e que tem um trânsito caótico, mas o maior município do Brasil também oferece uma boa perspectiva de vida para os jovens. Pelo menos é o que aponta o ranking do Youthful Cities, que tem como objetivo classificar quais são as cidades que oferecem as melhores oportunidades para a juventude viver.

Para ranquear as cidades, foram coletados dados entre janeiro e novembro de 2013 sobre 80 indicadores divididos em 16 categorias: ‘participação cívica’, ‘diversidade’, ‘transporte interno’, ‘acesso digital’, ‘sustentabilidade ambiental’, ‘segurança e saúde mental’, ‘acesso a educação’, ‘empregabilidade dos jovens’, ‘empreendedorismo’, ‘acesso financeiro’, ‘status econômico’, ‘alimentação e vida noturna’, ‘música e filme’, ‘moda e arte’, ‘conectividade global e regional’ e ‘espaço público, transporte e jogos’.

São Paulo foi a única cidade brasileira a figurar entre as 20 primeiras posições para jovens entre 15 e 29 anos morarem, ficando na 17ª posição geral. Na categoria ‘participação cívica’, o município ficou em terceiro lugar, e em sétimo em ‘diversidade’. Em ‘música e filme’, São Paulo foi classificada na 20ª posição, e em ‘status econômico’, na 23ª.

Toronto (Canadá) ficou em primeiro lugar, porque, das 16 categorias, a cidade liderou cinco. “Toronto tem muitas capacidades quando se trata de juventude. É a cidade número um quando se trata de diversidade”, colocou Robert Barnard, co-fundador do Youthful Cities, organização que ajuda a juventude a construir cidades melhores.

Mas a cidade também apresentou pontuações mais baixas, como ‘segurança’, ‘saúde mental’, ‘participação cívica’ e ‘transporte interno’. “Uma das coisas que estamos buscando é um programa de aluguel de bicicletas”, acrescentou Barnard.

Em segundo lugar ficou Berlim (Alemanha), seguida por Nova York (Estados Unidos), Dallas (EUA), Paris (França), Chicago (EUA), Londres (Reino Unido), Los Angeles (EUA), Tóquio (Japão), Seul (Coreia do Sul), Buenos Aires (Argentina), Cidade do México, Roma (Itália), Johanesburgo (África do Sul), Lima (Peru), Mumbai (Índia), São Paulo, Bogotá (Colômbia), Istambul (Turquia), Xangai (China) e Cairo (Egito).

Em se tratando de regiões, os municípios dos EUA e Canadá, que conquistaram as melhores classificações no geral, ficaram bem posicionados, principalmente nos quesitos ‘conectividade global’, ‘empreendedorismo’ e ‘diversidade’, ficando pior em ‘engajamento civil’, ‘segurança’ e ‘saúde mental’.
As cidades da América Latina pontuaram mais em ‘participação cívica’, ‘segurança’ e ‘saúde mental’, ficando mal nas categorias ‘transporte interno’, ‘acesso financeiro’ e ‘status econômico’.

Na Europa, os municípios tiveram boas notas em ‘transporte interno’, ‘empregabilidade dos jovens’, ‘música e filme’, ‘moda e arte’ e ‘acesso digital’. As notas não foram tão boas em ‘participação cívica’ e ‘empreendedorismo’.

Os municípios asiáticos tiveram uma boa classificação em ‘sustentabilidade ambiental’, ‘acesso financeiro’, ‘acesso a educação’ e ‘alimentação e vida noturna’. Na verdade, a maioria das cidades da Ásia apresentou um escore alto em todas as categorias, com exceção do quesito ‘empreendedorismo’.
Já na África, as cidades tiveram boas notas em ‘participação cívica’, ‘moda e arte’, ‘emprego’ e ‘empreendedorismo’. Contudo, os municípios africanos ficaram mal classificados em ‘diversidade’, ‘acesso digital’, ‘educação’ e ‘conectividade regional e global’.

Esse é o primeiro ano do índice e, segundo o co-fundador do Youthful Cities, ele é de grande importância para as economias, já que, em última análise, o destino das cidades está nas mãos da juventude. São os jovens que desenvolverão habilidades e esclarecimento para a força de trabalho de uma região, afirma ele.

“As pessoas jovens não estão tão incluídas na conversa sobre aonde as cidades estão indo”, observou Barnard, acrescentando que isso precisa mudar, já que o futuro das cidades “não está apenas nas mãos da juventude, mas realmente é a juventude”.

“A juventude é a coisa mais próxima que temos do futuro. A juventude urbana tem uma conotação negativa, mas realmente se trata de mudar a conversa e engajar as pessoas jovens a construírem cidades melhores”, continuou ele.

 “Mais de metade da população mundial tem menos de 30 anos e mais da metade vive em cidades. É claro que as cidades moldarão nosso mundo. E é claro que as cidades que crescerão e prosperarão são as que são capazes de atrair e capacitar pessoas jovens”, concluiu.”

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