Esperando a próxima supertempestade


O centro do furacão Sandy tocou a terra na madrugada de 25 de outubro perto da praia Mar Verde, a oeste da cidade de Santiago de Cuba. Foto: Jorge Luis Baños/IPS

Samuel Oakford, da IPS / Envolverde

“Nova York, Estados Unidos/Havana, Cuba, 1/11/2013 – Há um ano, o furacão Sandy devastou o nordeste dos Estados Unidos, causou danos estimados em US$ 68 bilhões e paralisou o centro financeiro do mundo. E, dias antes, no Mar do Caribe, a mesma tempestade havia atingido de modo implacável Jamaica, Haiti, Cuba e outros países, semeando morte de destruição à sua passagem.

A região apenas começa a se recuperar. O furacão foi um de vários das últimas décadas que antes os meteorologistas consideravam prováveis “uma vez no século”. Agora, esses prognósticos parecem obsoletos. “O poder dessas tempestades está fora de toda previsão”, disse à IPS Guido Corno, principal assessor técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). “Sandy foi uma tempestade enorme, maior do que qualquer outra nos últimos cem anos”, acrescentou.

Os cientistas acreditam que até o final deste século a mudança climática aumentará a severidade e a frequência de eventos meteorológicos extremos como o Sandy. Para as nações mais pobres do Caribe, essa previsão é um fantasma aterrador. No dia 24 de outubro do ano passado, Sandy se transformou em um furacão categoria um e atingiu a Jamaica, causando danos generalizados no leste da ilha. Ficaram sem eletricidade 70% dos jamaicanos, e no distrito de Portland, na costa nordeste, 80% das casas foram destelhadas, segundo a Cruz Vermelha.”
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