Cidade boa deve atender aos interesses de todos os cidadãos


Vista aérea da região da Berrrini. Foto: Divulgação/Internet

Leno F. Silva, Envolverde

“Há muito não circulava pela região da Berrini no final da tarde. Aquelas ruas estreitas, que um dia abrigaram residências espaçosas, com quintais generosos repletos de jardins, flores e árvores frutíferas, hoje estão ocupadas por edifícios variados, verdadeiros espigões que mudaram radicalmente a paisagem bucólica.

Em quarteirões que reuniam de cinquenta a cem pessoas agora recebem uma população que, em alguns casos, se equiparam a de pequenas cidades. Tudo isso sem qualquer alteração nas vias pequenas, construídas num período em que a quantidade de automóveis era infinitamente menor.

Além do nocivo impacto na densidade populacional, outros problemas são oriundos desse boom de verticalização, como os aumentos dos índices e poluição do ar, de ruídos e do tráfico de veículos. No rápido percurso que fiz pelas singelas ruelas do vizinho Brooklin, identifiquei cerca de 10 empreendimentos em construção. Um deles que anunciava “5 lajes corporativas de 2.000 m2”, tinha aplicado no tapume a foto de uma belíssima copa de árvore para demonstrar que o prédio será sustentável. Os incorporadores só não dizem que os futuros habitantes daquele espaço talvez percam 1/3 do tempo de um dia de trabalho apenas para entrar e sair do imóvel “verde”, se a optarem por carro como meio de mobilidade.”
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