Ariranha está na lista de espécies ameaçadas há 14 anos

Sua base alimentar se constitui por peixes caracídeos, como bagres, por caranguejos e até piranhas.


Atualmente, muitas espécies de mamíferos correm risco de extinção. Para lutar contra isso, várias organizações conduzem programas destinados à preservação e reprodução.

O nascimento da primeira ariranha na Ásia é um desses casos e faz parte do programa de conservação desenvolvido pela Reserva Natural de Singapura, no zoológico River Safari. O filhote pesa 1,5 Kg e mede 60 centímetros, mas, quando atingir a idade adulta, pesará 34 Kg e terá 1,8 metros de comprimento.


A ariranha é um mamífero carnívoro originário da América do Sul com grande capacidade predatória. Também é uma espécie muito social que vive em pequenos bandos de até dez indivíduos, liderados por um casal dominante. Seu instinto social leva esses animais a caçar de forma estratégica e em grupos, embora, às vezes, possam caçar sozinhos. Outra característica curiosa da espécie é que as fêmeas frequentemente cuidam dos filhotes de outras fêmeas e raramente lutam com outros membros do grupo.
 Sua base alimentar se constitui, principalmente, por peixes caracídeos, como bagres, por caranguejos e até mesmo piranhas. Embora a ariranha não tenha o potencial predatório do ser humano, compete diariamente por comida com outras espécies de lontras e jacarés.

Por ser uma espécie sul-americana, o habitat natural desse mamífero são os rios da Amazônia e do Pantanal, que percorre diariamente em busca de alimentos. Sua habilidade de se locomover na água deve-se à capacidade de adaptação ao ambiente em que vive e a diversas condições físicas. A densa pelagem, as patas palmípedes e a cauda em forma de asa facilitam os movimentos rápidos na água, e, consequentemente, a caça às presas.

Em 1999, a ariranha entrou para a lista dos animais que correm risco de extinção. O número de indivíduos foi drasticamente reduzido em virtude da caça ilegal para retirada da pele e da invasão de seus territórios pelo ser humano. Existem, atualmente, menos de cinco mil animais vivendo em seu habitat natural.

Existem diversos programas de proteção que tentam lidar com o problema, como os da organização peruana “Nutria Gigante” e os da Sociedade Zoológica alemã, que monitoram as atividades dos grupos de animais, seu comportamento e reprodução.

Também existem projetos baseados na reprodução em cativeiro desses animais com a finalidade de preservá-los mais facilmente e de aumentar sua expectativa de vida, que na natureza é de 12 anos, mas que em cativeiro pode chegar a 20.

“Diante de ameaças crescentes como a destruição do habitat e da caça ilegal, os programas de reprodução em cativeiro têm papel fundamental na conservação de espécies ameaçadas de extinção” declarou o Dr. Cheng Wen-Haur, chefe do Departamento de Ciências da Vida da Reserva Natural de Singapura.
Texto originalmente postado em Animal Planet.

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