Ajustamos o termostato do planeta para nos gratinar lentamente


Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto / Envolverde

“Temos cinco minutos para a meia-noite”, afirmou Rajendra Pachauri, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, que lançará um novo relatório sobre a situação do aquecimento global até o final do mês. Segundo ele, temos muito pouco tempo para evitar a tão falada catástrofe em nosso sistema climático.

Quem lê essa declaração (e viveu a Guerra Fria) é capaz de se lembrar do “Relógio do Juízo Final“, um medidor simbólico mantido pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, nos Estados Unidos, que mostra o quão perto estamos de destruir nossa civilização por tecnologias que criamos. Inicialmente, ele retratava o risco de armas nucleares, mas, recentemente, passou também a considerar mudanças climáticas, biotecnologia e nanotecnologia, entre outras, que podem, mesmo sem intenção, passar a régua na humanidade.

Na pior situação do relógio, chegamos a 2 minutos da meia-noite (em 1953, com sucessivos testes nucleares do EUA e da União Soviética) e, na melhor, a 17 minutos (com a redução do arsenal nuclear ao fim da Guerra Fria). Desde 2012, o reloginho está estacionado a 5 minutos do fim por conta do risco de uso de armas nucleares em conflitos pelo mundo, de desastres em usinas atômicas e, é claro, por conta das soluções insuficientes para o processo de mudança climática.”
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