Brasil 'lidera' lista de emergentes que mais produzem lixo eletrônico


Sucata eletrônica acumulada, subproduto
do consumo descartável que pode gerar
renda e emprego

A coleta seletiva de resíduos eletrônicos pode gerar mais renda no reaproveitamento dos materiais, como mostra reportagem da TVT

Redação, RBA

O Brasil é o país emergente que mais gera lixo eletrônico por pessoa, segundo dados da ONU. Por ano, cada brasileiro produz meio quilo de resíduos desse tipo. O principal desafio é a coleta seletiva. A TVT visitou uma cooperativa em SP que sempre fez coleta de lixo eletrônico e capacita profissionais para lidar adequadamente com o material descartado.

Segundo estimativa da ONU são cerca de 360 mil toneladas de lixo eletrônico, como celulares, televisores e computadores. Desde 1990, a Coopamari, cooperativa que funciona embaixo do Viaduto Paulo VI, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, faz coleta destes resíduos. Mas apenas há dois anos a separação de componentes é feita de maneira segura e adequada.

A presidente da Coopamari, Maria Santos, afirma que a mudança trouxe benefícios para cooperados. “Aumentou a entrada de material eletrônico, eu não tinha noção do valor das peças que tem dentro dos materiais, então a renda melhorou muito depois que começamos a fazer essa separação certa.”

O país perde uma receita de cerca de R$ 8 bilhões por ano por não reaproveitar os resíduos descartados nos lixões ou aterros sanitários. Para mudar essa realidade, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lançada em agosto de 2010 durante o governo Lula, estabelece responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

O poder público é responsável pela elaboração de planos para o gerenciamento adequado dos recursos, as empresas são responsáveis pelo recolhimento após a utilização por meio de pontos de entrega, e a sociedade deve se informar sobre os pontos de coleta seletiva.

Assista aqui a reportagem da TVT.


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