“Para diminuir tarifas é preciso dotar o sistema de velocidade. Ou seja, retirar carros das ruas”, afirma Orlando Strambi


Marília Arantes, Envolverde
“Segundo o Engenheiro de Transportes Urbanos, diminuir o espaço viário dos automóveis é a única medida para aliviar o custo dos sistemas de ônibus nas capitais.

Marília Arantes, Envolverde

É sempre mais confortável se ter a quem culpar. Quanto ao preço das tarifas de ônibus, Juscelino Kubitscheck seria um bom candidato. O ex-presidente afeto ao modelo automobilístico (se teve mesmo a opção), deixou como legado, pelo menos, cinquenta anos de uma cultura urbanística da qual resultam – em São Paulo, principalmente – a alta poluição e o entrave cotidiano dos congestionamentos.

O recente questionamento contra o aumento das tarifas, esparrama o descontentamento na gestão das cidades, acendendo o debate sobre o acesso justo à mobilidade, além de outros poréns políticos do pais.
As mobilizações, iniciadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), pressionam poderes municipais contra grupos de empresas concessionárias (são oito, em São Paulo, reunidos na autarquia SPTrans), reacendendo o debate sobre a qualidade dos transportes públicos e o necessário incentivo às soluções alternativas – sobretudo, bicicletas – e proteção aos pedestres.

O tema não é novo, mas vem ganhando força na horizontalidade. De Salvador, com a “Revolta do Buzu”, em 2003, organizou-se o MPL que surgiu durante o quinto Fórum Social Mundial (2005). Agora, com apoio de multidões, ganharam a primeira guerra pela inclusão social nos transportes urbanos, conseguindo com que prefeitos revogassem o último ajuste das tarifas (R$ 0,20, em São Paulo).

Porém, o preço continua caro para o serviço oferecido. E o que faz – além da corrupção no sistema de transportes – com que as tarifas de ônibus, metrôs e trens sejam tão altas?”
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