Países emergentes aumentam investimento em renováveis


Dois relatórios da ONU revelam que nos últimos anos o financiamento de energias limpas está se deslocando de nações industrializadas para países em desenvolvimento, embora apontem para uma queda nos investimentos em relação a 2011

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil

Nos últimos anos, o mapa dos investimentos nas fontes de energia renovável está mudando sensivelmente: o financiamento de projetos e políticas está se deslocando de países desenvolvidos para nações emergentes, mesmo com o atual panorama de incertezas no setor. É o que sugerem dois novos relatórios apresentados nesta quarta-feira (12) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Os documentos, o REN21′s Renewables Global Status Report (GSR) e o Global Trends in Renewable Energy Investment 2013, indicam que o investimento total em energias renováveis nas economias industrializadas em 2012 chegou a US$ 132 bilhões, uma queda de 29% em relação ao ano anterior. Já o investimento nas economias em desenvolvimento atingiu US$ 112 bilhões, um salto de 19% e o maior nível já alcançado.

Embora em números absolutos os investimentos nos países desenvolvidos ainda sejam maiores, a proporção destes investimentos está atualmente quase de um para um, o que significa que a diferença entre o gasto de nações ricas e emergentes diminuiu para 18% desde 2007; naquele ano, o investimento em países industrializados era quase 250% maior do que nos em desenvolvimento.

No total, houve uma queda de 12% nos investimentos em energias renováveis no mundo em relação a 2011. Ainda assim, desde 2006 US$ 1,3 trilhão foram injetados no setor, que agora emprega direta e indiretamente cerca de 5,7 milhões de pessoas no mundo. 

“É encorajador que o investimento em energia renovável tenha excedido US$ 200 bilhões pelo terceiro ano consecutivo, que as economias emergentes estejam desempenhando um papel cada vez maior e que a competitividade de custo da energia solar e eólica esteja melhorando. O que continua difícil é que o mundo mal arranhou a superfície. As emissões de CO2 ainda estão em franca ascendência”, sustentou Michael Liebreich, diretor executivo da BNEF.”
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