China assumirá metas obrigatórias para emissões em 2016


País responsável por quase 25% da liberação de gases do efeito estufa mundial revela detalhes de seu futuro mercado de carbono, uma decisão que deve influenciar as negociações climáticas internacionais

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China (NDRC) divulgou, nesta quarta-feira (22), a proposta para o mercado de carbono chinês, que deve, já a partir de 2016, estabelecer um limite de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) para boa parte das indústrias do país. A iniciativa ainda precisa ser aprovada pelo gabinete do governo, mas conta com o apoio do presidente Xi Jinping.

O anúncio coloca uma enorme pressão sobre os Estados Unidos, segundo maior emissor mundial, que não poderá mais argumentar nas negociações climáticas internacionais que não adota metas porque isso daria à China uma grande vantagem econômica. O gigante asiático ainda costuma ser visto como um país emergente e fica de fora, por exemplo, das obrigações do Protocolo de Quioto.

“Essa é uma notícia muito excitante. Uma decisão tão importante deverá encorajar todas as nações, em particular os outros grandes emissores, como os Estados Unidos, a adotar ações climáticas mais fortes. Também melhora bastante as chances de que um ambicioso acordo climático internacional seja conseguido na conferência do clima das Nações Unidas em 2015”, afirmou Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial, ao jornal britânico The Independent.

A comissária climática da União Europeia, Connie Hedegaard, foi um pouco mais cautelosa. "Ainda precisamos ver se as metas serão ambiciosas o suficiente, mas o fato de que a China está começando a lidar com o assunto [emissões] é importante", escreveu em seu Twitter.”
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