Índice aprimora monitoramento da água de rios


Índice auxilia elaboração de medidas
para controle da qualidade da água
dos rios. Foto: Wikimedia

Júlio Bernardes, Agência USP / Envolverde

“Pesquisa realizada em sete rios do interior de São Paulo testou aperfeiçoamentos do Índice de Comunidade Fitoplantônica (ICF), baseado na presença e composição do fitoplâncton, um dos indicadores adotados para avaliar a qualidade da água, inclusive à destinada ao abastecimento público. As mudanças adotadas no trabalho tornaram o ICF mais preciso quando comparado com os outros parâmetros fisico-químicos e microbiológicos adotados no monitoramento da água de rios. As análises do biólogo Arnaldo Tiago Ribeiro Amorim de Oliveira, realizadas em estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, revelam que apenas dois rios avaliados com o índice modificado apresentaram água com boa qualidade.

O fitoplancton é composto por algas e cianobactérias que habitam os ambientes aquáticos. A pesquisa revisou o ICF, um dos índices multimétricos desenvolvidos e utilizados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) no monitoramento qualidade das águas do Estado. “Rios degradados apresentam carga orgânica e concentrações de nitrogênio e fósforo elevados, fazendo que apenas alguns grupos de organismos do fitoplancton mais resistentes à estas condições se desenvolvam. Essa dinâmica serve de indicador do comprometimento da qualidade ambiental”, diz o biólogo. “Além do ICF, o monitoramento considerou dados físico-químicos, microbiológicos e os outros índicadores ambientais comumente utilizados, como o Índice de Vida Aquática (IVA) e o Índice de Estado Trófico (IET), relacionado a presença de substâncias que influenciam no desenvolvimento das algas”.
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