A verdadeira inteligência é um misto de cognição e emoção


Um novo mega estudo online que envolveu cem mil pessoas em todo o mundo aposenta definitivamente o “quociente de inteligência”, o QI. Sabe-se agora que para medir o gênio e a inteligência são necessários instrumentos e testes muito mais sofisticados

Luis Pellegrini, Oásis / Brasil 247

A ideia que a inteligência seja única e mensurável com um único índice, o assim chamado "quociente intelectivo" ou QI, é uma ideia velha (do começo do século passado) e agora em franco declínio. O mais recente e definitivo golpe de graça foi dado a partir dos resultados de uma mega pesquisa online realizada pela University of Western Ontario, Canadá, da qual participaram mais de cem pessoas em todo o mundo. Dela se conclui que a aferição do quociente intelectivo através de um único teste pode conduzir a resultados equivocados. Para medir a inteligência das pessoas é preciso fazer diversas provas e avaliar diferentes aspectos.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados pela revista Neuron, leva em consideração os resultados de 12 testes cognitivos realizados online e úteis para sondar a capacidade de memória, o raciocínio, a atenção, e a programação dos participantes.
A análise das respostas demonstrou que as diferenças observadas nas funções cognitivas podem ser explicadas através de pelo menos 3 componentes distintas: a memória a curto prazo, capacidade de raciocínio, habilidade no uso da palavra. Sintetizar tudo isso num único componente é impossível. Assim sendo, um dado como o QI não teria sentido do ponto de vista científico.

O resultado da pesquisa não constitui na verdade uma novidade no campo das neurociências, mas ele é muito importante para confirmar experimentalmente uma teoria já proposta no passado.”
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