Usar o poder dos negócios para resolver problemas socioambientais



Ricardo Abramovay, Folha de S. Paulo / Envolverde  

"O que mais chama a atenção na lista internacional dos cem melhores presidentes de empresa, publicada na edição de janeiro/fevereiro deste ano da “Harvard Business Review”, é a impressionante distância entre o bom (para os acionistas) e o bem (para a sociedade).

No artigo da prestigiosa revista, o abismo é literal e está num box cujo título é: “Does doing good help CEOs do well?”, ou seja, “Será que o bom desempenho ajuda os executivos a fazerem o bem?”.

A resposta é inequívoca: “Não há correlação entre resultados financeiros e responsabilidade social”.

O texto mostra algumas exceções a essa regra e assinala a existência de 5% dos executivos que se destacam no campo financeiro e no socioambiental, sugerindo que a unidade entre as duas dimensões não é impossível.

E conclui de maneira singela: “Nós não prevemos um tempo, num futuro próximo, em que medidas de desempenho social serão tão objetivas quanto as medidas de desempenho financeiro que nós desenvolvemos. Isso dito, vamos continuar rastreando o que fazem os presidentes de empresa nas duas áreas, com o objetivo de encorajá-los a brilhar em ambas”.

Mas a objetividade dos números não tem que ser necessariamente a antecâmara do cinismo. Iniciativas socioambientais palpáveis podem ser muito eloquentes. Na verdade, o desempenho financeiro em virtude do qual os líderes empresariais foram escolhidos esconde custos cuja contabilização mudaria inteiramente o perfil dos seus negócios.”
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