Projeto substitui livros por tablets em escolas do Quênia


“Os resultados da digitalização das
 escolas africanas são animadores.


Redação, Opinião e Notícia / Envolverde

"As aulas da Escola Amaf, um barraco de zinco em Kawangware, uma favela de Nairóbi, a capital do Quênia, costumavam ser conduzidas com um quadro negro e um punhado de livros didáticos desgastados. Agora as crianças, em grupos de cinco, se revezam para interagir com as telas sensíveis ao toque de tablets, os quais são carregados com uma versão multimídia do currículo escolar queniano.

Os tablets da Escola Amaf são uma exceção; estes fazem parte de um projeto piloto administrado pela eLimu, uma empresa de tecnologia. Mas se esta e outras empresas estiverem corretas, os tablets e outros dispositivos digitais podem em breve se espalhar pelas escolas africanas: muitas delas apostam num rápido desenvolvimento da educação digital no Quênia e em outros lugares. Alguns executivos até mesmo esperam que este fenômeno decole do mesmo modo que o M-Pesa, o extraordinariamente bem-sucedido serviço de transações financeiras com o uso de telefones celulares.

Tal desenvolvimento da educação digital seria oportuno. O número de crianças na África sem vagas escolares pode ter caído nos últimos anos, mas a enxurrada de novos alunos sobrecarregou as escolas públicas, que já eram mal administradas e financiadas.

A eLimu (educação em suaíli), uma organização com fins lucrativos, é uma das várias editoras locais que estão tentando revolucionar o tradicional negócio dos livros didáticos, o qual é lento e dispendioso. Seu objetivo é mostrar que o conteúdo digital pode ser mais barato e melhor.

Tais sucessos mostram que até os pobres estão dispostos a pagar por educação digital – assim como já o fazem para o tipo de educação convencional. Uma questão maior é se as ferramentas de fato melhorarão a educação. Os primeiros resultados são encorajadores.”

* Com informações da The Economist.

** Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.

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