Empresa brasileira desenvolve joias de ouro coloridas


Técnica de ourivesaria, desenvolvida
por empresa apoiada pelo programa
PIPE-FAPESP, permite conferir qualquer
cor a joias de ouro
Elton Alisson, Agência FAPESP

“O mercado brasileiro de joias de ouro, ao lado do chinês e do russo, é um dos que apresentam as maiores taxas de crescimento nos últimos anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBMG).

De modo a se diferenciar da concorrência e ampliar a participação nesse segmento – que faturou R$ 5,5 bilhões no Brasil em 2010 e cresceu 30% em relação a 2009 –, os mais de 900 fabricantes de joias de ouro existentes no país dão destaque ao design, com a produção de peças mais leves e a utilização de pedras e materiais alternativos.

Uma tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira Chancelier, com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), adicionou mais uma característica ao design de joias de ouro.

Os pesquisadores da empresa desenvolveram uma técnica que permite confeccionar joias de ouro de 18 quilates em qualquer cor além do dourado tradicional. As peças também têm alto brilho e podem mudar de tonalidade de acordo com o ângulo de incidência da luz.

“Nossa proposta é introduzir a cor como um dos elementos do design de joias de ouro e fazer uma espécie de pátina sobre o ouro convencional”, disse o engenheiro metalurgista Edval Gonçalves de Araújo, um dos sócios da Chancelier, à Agência FAPESP.

Por meio da técnica, chamada sputtering, um alvo da liga de ouro colorido é colocado na câmara a vácuo de um equipamento no qual é bombardeado com argônio e oxigênio.

Com a alta diferença de tensão, os gases retiram os átomos de ouro, ferro, cromo e cobalto do alvo, que se depositam sobre a superfície da peça. Com isso, se tem uma camada que recobre a joia de ouro e, por meio do controle da espessura do filme, é possível conferir a cor que se desejar à peça.”
Foto: Divulgação
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