Saúde fica em segundo plano durante a adolescência, alerta especialista

Enio Rodrigo, do O que eu tenho / Envolverde


“Após o nascimento do bebê, os pais estão sempre com a luz amarela acesa quando o assunto é a saúde. Nos primeiros anos de vida, as consultas com o pediatra são frequentes, praticamente mensais. Com o passar do tempo, essa rotina começa a ter intervalos maiores. Quando finalmente os filhos deixam de ser crianças e passam à fase da adolescência, o hábito de vigilância à saúde desaparece e o médico, em geral, é procurado somente em casos de doenças agudas ou para acompanhar doenças crônicas diagnosticadas anteriormente.

“Alguns adolescentes que atendemos aqui já não iam ao médico há alguns anos, alerta Debora Gejer, hebiatra do Hospital Sírio Libanês em São Paulo. A hebiatria é justamente a especialidade que acompanha a saúde dos adolescentes.

Por conta desse intervalo, em que a saúde do adolescente e jovem adulto tem menos atenção, é essencial que os pais estejam atentos para a importância de uma rotina de acompanhamento médico e de exames que normalmente é associada à meia-idade: o check-up.

“Em média se ganha 50% do peso e 25% da altura de um adulto durante a fase da adolescência. São muitas as mudanças no corpo – estrutura óssea, desenvolvimento do tecido muscular e adiposo, crescimento de praticamente todos os órgãos, alterações hormonais, maturação sexual, entre outras – que ocorrem de uma vez. Um check-up nessa idade possibilita detecção e tratamento precoce de possíveis agravos à saúde, além de prevenir doenças que podem se desenvolver no futuro através de hábitos pouco saudáveis adquiridos nesta fase da vida”, explica Gejer.

Problemas como hipertensão, dislipidemias, desvios de coluna (escoliose) alterações de visão (miopia), distúrbios menstruais, corrimentos, anemia, avaliação do calendário de vacinas (pois a vacinação não acaba na infância) e a orientação, quando necessária, de métodos contraceptivos e formas de evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são alguns pontos abordados e monitorados em um programa de check-up na adolescência.”
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