O crescente risco da poluição eletrônica



Vivemos literalmente imersos numa "nuvem" de radiações eletromagnéticas artificiais produzidas pela tecnologia humana. Qual o risco de viver em meio ao bombardeio eletromagnético produzido por celulares, computadores, tablets e outros aparatos onipresentes?

Brasil 247 / Oásis

As ondas eletromagnéticas chegaram para ficar. Elas alimentam os 3 ou 4 bilhões de telefones celulares que estão por aí. São a alma da internet banda larga que faz a alegria dos viciados em downloads. De tão atraentes, muitas cidades decidiram universalizar o acesso gratuito e sem fios à web, no esforço de democratizar essa tecnologia. Caso da pequena Piraí, no Vale do Paraíba, ao Sul do estado do Rio de Janeiro, de Hong Kong e Honolulu – esta última, o verdadeiro nirvana dos infomaníacos.

Mas quão arriscado é viver em um mundo em que, graças ao bombardeio eletromagnético, o celular é onipresente e pode-se mandar e receber mensagens ou pode-se consultar o Google à beira de um rio ou no meio de uma floresta? Cresce o número de pessoas que se sentem acuadas e dizem sofrer as consequências de uma atmosfera tão carregada de radiações artificiais.

O diário francês Le Monde trouxe uma reportagem sobre uma série de casos de "eletrossensibilidade" registrados na Suécia. Em um deles, Ann Rosenqvist Atterbom passou a usar um capacete antirradiação para evitar enxaquecas, eritemas, náuseas, distúrbios da concentração, vertigens e formigamentos que atribui aos excessos tecnológicos da vida moderna. Sua conterrânea Sylvia Lindholm recebeu 18 mil euros do governo para reformar seu apartamento, instalando cortinas-escudos e filtros sobre os vidros das janelas, para manter os campos eletromagnéticos à distância.

Embora incomum, a eletrossensibilidade não parece ser um fenômeno isolado. A prefeitura de Paris, que lançou uma ampla rede de internet sem fio em meados do ano passado, teve de voltar atrás e desativar o sistema em quatro bibliotecas municipais, após receber uma série de reclamações dos funcionários desses estabelecimentos que tiveram dor de cabeça e vertigem.”
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