Especialistas desejam que iniciativa privada ajude implementar política de resíduos sólidos


A lei corre o risco de não sair do papel
Redação, EcoD / Envolverde


“O sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada pela Lei 12.305/2010, depende de uma participação mais efetiva da iniciativa privada e dos municípios. A opinião é de especialistas no assunto que participaram de um workshop sobre soluções e tecnologias para gestão integrada de resíduos sólidos, realizado dia 18 de outubro, na capital fluminense. A lei corre risco de não sair do papel.

O coordenador do Programa Jogue Limpo, Maurício Sellos, defendeu a responsabilidade compartilhada na cadeia de gestão de resíduos sólidos e cobrou recursos para promoção da indústria da reciclagem. A iniciativa recolhe e recicla embalagens usadas desse tipo de produto.

“São necessários incentivos fiscais para a cadeia, para quem faz a logística, para quem recicla e para quem consome o material reciclável, do contrário, poderemos ter um volume grande de material reciclado, mas não ter sua utilização”, afirmou Sellos à Agência Brasil.

Para o professor e pesquisador Fernando Antonio Santos Beiriz, da Universidade Federal Fluminense (UFF), grande parte dos municípios do país ainda não está sensibilizada para a necessidade de planejar a gestão dos resíduos sólidos. “Também falta estrutura em muitos municípios e o prazo está correndo. Com algumas exceções, a participação dos municípios ainda é muito tímida nesse sentido”.

Segundo Pólita Gonçalves, gerente de Educação Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), os consórcios, que envolvem mais de um município na gestão dos resíduos sólidos, têm sido fundamentais para a ampliação de coletas e armazenagens apropriadas de resíduos em aterros sanitários, por garantir redução de custos e mais qualidade do serviço.”
Foto: Regianne Rodrigues
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