Gelo ártico - Calota polar chegou ao mínimo



“A 27 de agosto, a calota de gelo do Oceano Ártico bateu o seu recorde histórico de descongelamento. Ao mesmo tempo, quase todas as geleiras do mundo regridem a velocidades preocupantes

Oásis / Brasil 247

No final de julho último, o gelo do Polo Norte começou a derreter num ritmo e intensidade nunca antes observado. Há pouco, precisamente no dia 27 de agosto, bateu-se o recorde de redução sasonal (verão). A banquisa polar, com efeito, estendeu-se nesse dia por 4 milhões e 100 mil quilômetros quadrados – 70 mil quilômetros quadrados a menos do que o recorde precedente de redução, registrado em 2007. A área da banquisa no final de agosto era, portanto, cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados inferior à média calculada entre 1979 e 2000.

Durante o mês de maio, parecia que os gelos se aproximassem das médias do vintênio 1979-2000, mas, no início de junho, o derretimento teve início como nunca antes fora observado. Depois, entre o final de julho e o início de agosto a situação começou a apresentar os mesmos contornos daquile que se verificou em 2007, para depois se precipitar a partir do início de agosto.

Como não poderia deixar de ser, abriu-se também este ano a Passagem Nordeste, ou seja, o trecho de mar ao norte da Rússia que permitiu a várias naves alcançar os Estados Unidos economizando mais de 7 mil quilômetros do seu trajeto. E agora, o que acontecerá? A redução dos gelos continua até a metade de setembro, informa o National Snow and Ice Center dos Estados Unidos que controla os gelos polares através de vários satélites. O recorde, já alcançado e ainda crescendo, poderá assumir um valor realmente preocupante. É difícil, com efeito, que o inverno possa levar a extensão dos gelos aos antigos valores. Se nos próximos anos a situação não mudar, é muito provável que dentro de poucas décadas não haverá mais nenhum gelo no Polo Norte durante o verão.”
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