Vigília pelas baleias do Atlântico Sul

Baleia franca do Atlântico Norte

IPS / Envolverde

“A criação de um extenso refúgio para as baleias do Oceano Atlântico, chave para o turismo sustentável, será apresentada para votação da comunidade internacional, no Panamá, e a América Latina luta por sua aprovação. Hoje, começa a reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBO), integrada por 88 países, que deverá decidir sobre a criação do Santuário Baleeiro do Atlântico Sul, proposta que é apresentada desde 2001. A votação acontece no primeiro dia de deliberações da CBI, que continuarão até o dia 6.

“As baleias são as florestas dos oceanos e, por nós e pelas futuras gerações, devemos protegê-las”, disse à IPS, do Panamá, a argentina Roxana Schteinbarg, coordenadora-executiva do Instituto de Conservação de Baleias. “Os santuários são a ferramenta de manejo mais eficaz para dar às baleias um lar seguro nos oceanos”, pontuou a ativista, que integra o grupo da sociedade civil que participou das deliberações prévias ao encontro oficial.

Em 1979 a CBI criou o Santuário Baleeiro do Oceano Índico, e, em 1994, o do Oceano Austral. Contudo, desde 2001, a rejeição à proteção das baleias, liderada pelo Japão, impede a criação de uma área semelhante no Atlântico. Apesar da resistência de Tóquio, a CBI aprovou, em 1982, uma suspensão da caça comercial, que entrou em vigor em 1986. Porém, o Japão continua capturando sob a polêmica autorização para fins científicos, concedida pela CBI.

“Desde a moratória, o Japão capturou mais de oito mil exemplares no Santuário do Oceano Austral, convertendo suas águas em cenário de um massacre de baleias que devem ser protegidas”, denunciou à IPS a chilena Elsa Cabrera, também desde o Panamá. Cabrera, diretora-executiva do Centro de Conservação Cetácea do Chile, alertou que o santuário Atlântico permitiria ampliar a extensão protegida ali onde se praticou a maior caça comercial em grande escala antes da moratória.”
Foto: IFAW CC-BY-NC
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