Quando utilizar o twitter é informar e comunicar


“Apesar de ser uma ferramenta útil ao jornalista, é preciso saber entender os enunciados do que é informar e do que é comunicar.

Valérie Jeanne-Perrier, Mídia & Política

Twitter é uma marca específica da internet. Ele permite a construção de um perfil que possibilitará a gestão de modalidades de relacionamentos entre os atores sociais que integram o dispositivo, criado em 2006. O Twiter aparece como um dispositivo neutro. Ele não se posiciona enquanto mídia, mas se coloca como uma plataforma que permite as mais diversas interações, profissionais, pessoais, ou mesmo institucionais.

Para os jornalistas, é alto o interesse na utilização dessa plataforma em formato de « re-de social » - ou seja, enquanto um sintagma fixo, que designa, doravante, vários sites, baseando-se na lógica do « perfil » e de um espaço de expressão e de atualização on-line. O Twitter aparentemente permite que eles retomem certas atitudes características ao métier, facilitando e agilizando as modalidades da busca por contatos, a exposição de fontes interessantes, de comentários sobre as informações, bem como o acompanhamen-to das atividades dos colegas jornalistas. Contudo, na observação das práticas de jorna-listas de vários países onde essa plataforma é acessível e não é controlada, um problema surge: ao mobilizar essa ferramenta, os jornalistas estariam diluindo as fronteiras entre uma lógica de informação e uma lógica de comunicação.

Em vista da proximidade entre mensagens de teor distinto, dispostas a partir da escolha do formato enunciativo da linha do tempo (termo que remete ao ato de compreender o fluxo dos textos publicados nos espaços oferecidos pelo dispositivo a partir de um « perfil »), o estatuto a ser atribuído aos conteúdos é difícil de ser estabelecido. As pos-turas de comunicação – o que acontece, por exemplo, nos momentos em que o jornalista faz referência a eventos do veículo em que trabalha e recomenda programas da grade de programação – são sucedidos por tweets que apresentam posturas de informação – co-mo, por exemplo, dispor as declarações colhidas durante a apuração de uma matéria ou em encontros com testemunhas.”
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