Produção de combustível a partir de algas marinhas


Parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol, e a empresa austríaca See Algae Technology (SAT) promete erguer a primeira planta industrial no mundo a utilizar os organismos vivos para a produção de biocombustível

Brasil 247 / PE247

Uma parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol, e a empresa austríaca See Algae Technology (SAT) anunciou a implantação, ainda este ano, da primeira planta industrial de biocombustível produzido com algas marinhas no mundo. A unidade, que será erguida no município de Vitória de Santo Antão (Zona da Mata pernambucana), contará com um investimento aproximado de R$ 19,8 milhões e promete contribuir na redução do envio de CO2 à atmosfera.

A iniciativa consiste na construção de uma fazenda vertical com algas geneticamente modificadas. Os organismos crescerão com a ajuda do sol e de emissões de dióxido de carbono (CO2), proveniente da queima do etanol. O que poderá evitar a liberação do composto químico ao ar livre.

De acordo com informações da empresa, com um hectare de algas plantadas, a unidade terá capacidade de produzir até 1,2 milhão de litros de biodiesel ou 2,2, milhões de litros de etanol por ano.

A produção de biocombustível por meio de algas surgiria como uma alternativa mais viável do que a realizada para a obtenção do biodiesel através de alimentos, como soja e dendê, que, apesar dos incentivos governamentais, ainda não conseguiu se desenvolver como uma alternativa de sucesso no mercado. Atualmente, somente 5% da produção de combustível tem a chamada marca “bio”.

No entanto, o biocombustível de algas ainda precisa ser aprovado e validado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para ser produzido e comercializado no País.”

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