Novas técnicas prometem reduzir volume de áreas degradadas no país, dizem especialistas


Vladimir Platonow, Agência Brasil

“O combate à degradação das terras no país depende do uso de novas técnicas para evitar o esgotamento e empobrecimento do solo, com enfraquecimento da cobertura vegetal e consequente aparecimento da erosão. O assunto faz parte dos temas discutidos no 9º Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas, que prossegue até amanhã (13) no Rio.

Estimativas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) apontam para a existência de até 140 milhões de hectares degradados no país, o equivalente a uma área duas vezes maior que a França. A maior parte dos casos é de terrenos que tiveram a cobertura florestal suprimida para lavoura e depois acabaram abandonados pela baixa produtividade, virando pastos para gado até o ponto em que a deterioração tornou o solo imprestável economicamente.

Também há casos resultantes de áreas de mineração de carvão ou ferro a céu aberto e que resultaram em profundas mudanças na estrutura do solo, acarretando imensas crateras e que precisam ser replantadas para recompor a paisagem.

O pesquisador da unidade de florestas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Florestas), Gustavo Curcio, disse que em regiões como a amazônica, onde a camada fértil do solo não chega a 30 centímetros, a derrubada das florestas acaba comprometendo o equilíbrio biológico, o que leva em curto prazo ao fracasso das atividades econômicas.

“Se você tirar a floresta e queimar a matéria orgânica, o solo fica exaurido. Colhe duas ou três safras e acabou. Aí tem que plantar capim [para criar gado], que dura cinco anos no máximo. O solo empobrece de um jeito que nem a brachiara [tipo de gramínea resistente, natural da África, muito difundida no Brasil] consegue resistir”, explicou o agrônomo da Embrapa.”
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