Experiência internacional é decisiva para grupos dirigentes


Fábio de Castro, Agência FAPESP

“Boa parte da elite dirigente do Brasil teve formação acadêmica no exterior. Para se estabelecerem em altos postos políticos, esses indivíduos contaram com sólidas redes institucionais de abrangência internacional, de acordo com uma pesquisa extensa que analisou a trajetória intelectual e profissional de brasileiros que buscaram formação fora do país.

Uma das principais conclusões da pesquisa foi que os membros desse grupo dirigente - que nada tem de homogêneo socialmente ou intelectualmente - , ao regressar de seu período de formação no exterior, atuam como mediadores dos processos de importação e exportação de modelos institucionais das sociedades ditas dominantes.

Iniciado em 2007, o Projeto Temático “Circulação internacional e formação dos quadros dirigentes brasileiros”, financiado pela FAPESP e coordenado por Letícia Bicalho Canedo, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), envolveu uma equipe interdisciplinar com pesquisadores de áreas como História, Antropologia, Sociologia, Educação, Direito e Ciência Política.
De acordo com Canedo, o projeto foi fundamentado no banco de dados sobre bolsistas brasileiros que foram em busca de uma formação doutoral em instituições de ponta do exterior, produzido anteriormente pela mesma equipe de pesquisadores.

Contendo informações sobre estudantes e pesquisadores que haviam estudado no exterior com auxílio da FAPESP, do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o banco de dados foi criado com apoio dos acordos Capes-Cofecub, estabelecidosentre a Capes e o  Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Cofecub). O banco de dados permitiu o estudo do fluxo de bolsistas brasileiros no exterior desde 1951.”
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