As rãs - princesas do brejo

Azuis como o mar ou verdes como o musgo, rugosas como casca de árvore ou lisas como cera de vela, elas já foram adoradas como divindades e utilizadas no passado como testes para a gravidez. Em uma galeria, alguns dos mais belos exemplares desse curioso bicho

Brasil 247 / Oásis

1 Rã ou musgo?


Olhe bem para ela: sem a ajuda de uma objetiva com zoom esse pequeno batráquio (Theloderma corticale) torna-se praticamente impossível de ser reconhecido. Tudo por causa da sua pele rugosa, cheia de saliências verdes, marrons e castanhas que lembram as cores e a consistência dos musgos.

Ela desenvolveu o disfarce ideal para se camuflar à perfeição nas florestas úmidas do Vietnã, seu habitat natural. Vê-la de perto, portanto, é proeza muito rara, e não apenas devido a suas habilidades miméticas: o progressiva desflorestamento do seu habitat está colocando em sério perigo a sobrevivência da espécie. Essa pequena rã quando adulta não supera os sete centímetros de comprimento. Com frequência ela se aninha e se reproduz no interior de troncos de árvores onde permanece um pouco de água de chuva. A estrutura muito particular da sua pele a torna objeto de um comércio ilegal que retira numerosos exemplos do seu ecossistema.”

2 Splash!


Muito difícil captar (sem o uso de técnica fotográfica de alta velocidade) o instante em que uma rã temporária (Rana temporaria) se lança à água, o meio ambiente que ela prefere para se reproduzir.

Esse anuro (ordem de animais que inclui sapos, rãs e pererecas) que gosta de viver em bosques e pradarias de montanha, sempre próximo a riachos, lagos ou poças temporárias que se formam devido ao degelo, deposita seus próprios ovos na água, em massas arredondadas que, internamente, podem conter até 400 ovos. Se as condições climáticas não são favoráveis, as larvas são capazes de esperar o fim do inverno antes de evoluir para a idade adulta (coisa que, caso contrário, aconteceria em 2 meses e meio.

3 Mamãe, tem algo no meu nariz


A pequena rã saltou fora d’água e aterrissou diretamente no nariz da garota... Nada de extraordinário nisso. Entre os anfíbios, a rã é a campeã dos santos, da mesma forma que entre os mamíferos o campeão é o leopardo das neves que, para agarrar uma presa, é capaz de dar saltos de 15 metros. O canguru, que leva a fama, não consegue ir além de 9 metros de distância. É superado inclusive pelo gibão, um macaco africano que salta 12 metros.

Foto: Erich Mangl


4 Azul da cor do céu


Apesar do seu tamanho muito reduzido, (apenas 4 centímetros de comprimento), essa rã (Dendrobates azureus) nunca passa despercebida: o azul elétrico da sua pele a tornou muito popular entre os colecionadores de anfíbios. Nos Estados Unidos e na Europa um simples exemplar não custa menos de 75 dólares. Sua particular coloração a torna bem visível inclusive a seus possíveis predadores. Isso a prejudica? De modo algum, pois trata-se de uma forma natural de defesa: o insólito pigmento lembra aos demais animais que se trata de uma rã muito venenosa, e é melhor ficar longe dela.”
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