A terra brasileira agora dá gás para se respirar melhor


Fabiana Frayssinet, IPS / Envolverde

“As reservas de gás natural descobertas no Brasil abrem uma nova fronteira energética, mais sustentável do que outras fontes tradicionais, como o petróleo ou o carvão, afirmam especialistas e ambientalistas. As jazidas são tantas e com tamanho potencial de produção que, segundo a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, em lugares com as bacias de Parecis, no Mato Grosso, e de São Francisco, em Minas Gerais, o gás “chega a fazer borbulhas”, em um fenômeno chamado “exsudações”.

“Em determinados pontos, como na Pequena Buritizeiro, em Minas Gerais, a água que brota da terra pode ser acessa com um fósforo”, disse Chambriard em entrevista publicada no jornal O Globo, para mostrar o que alguns consideram uma “revolução energética” no Brasil. O entusiasmo da diretora da ANP se baseia em estudos geológicos realizados por essa agência reguladora, os quais estimam que as jazidas de gás natural em bacias terrestres sedimentares se estendem praticamente de norte a sul do país.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, essas reservas podem passar da atual oferta de 65 milhões de metros cúbicos diários para 300 milhões até 2025/2027, mas garantindo a autossuficiência do país dentro de cinco anos. Atualmente, o Brasil importa da Bolívia entre 24 e 31 milhões de metros cúbicos por dia.

Os ambientalistas chamam a atenção para um fato não destacado quando se fala do barateamento de custos e de benefícios para o país, o de que a maior parte do gás que é consomido hoje em dia provém de jazidas marítimas associadas aos poços de petróleo. Os ativistas lembram que, por outro lado, o gás natural encontrado em terra firme é menos contaminante do que o outro e, naturalmente, menos do que carvão, petróleo e seus derivados.

Nesse sentido, em grandes volumes, o gás natural das bacias terrestres seria uma alternativa de transição válida para outras fontes limpas e renováveis, como a eólica e a solar. José Goldemberg, físico do Instituto de Eletrotécnica e Energia, da Universidade de São Paulo (USP), não tem dúvidas quanto a isso. “As emissões de dióxido de carbono (CO2) do gás terrestre caem até pela metade quando comparadas com as produzidas pelo petróleo ou pelo gás associado”, afirmou.”
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