Refugiados por catástrofes climáticas


Fabíola Ortiz, IPS / Envolverde

“O êxodo de populações da Somália para o Quênia ou Etiópia de finais de 2010 e ao longo de 2011 aponta para a discussão de uma nova preocupação mundial: os refugiados climáticos que se veem obrigados a deslocar-se para países vizinhos após serem atingidos por extremos do clima.

Este deslocamento em massa em alguns países africanos, em especial do leste do continente, é ocasionado por longos períodos de seca somado aos conflitos armados que existem na região.

Este tema tem sido motivo de preocupação para o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que aproveitou a Conferência Rio+20 para lançar, nesta quinta-feira, dia 21 de junho, o relatório “Mudanças climáticas, vulnerabilidade e mobilidade humana”.

O estudo se baseia no relato de 150 refugiados do Leste da África e avalia as tendências globais para o deslocamento forçado e suas relações com mudanças climáticas e desastres naturais.

O relatório foi realizado pelo ACNUR em parceria com o Instituto para Meio Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas com o apoio da London School of Economics e a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Segundo o reitor da Universidade da ONU, Konrad Osterwalder, “o relatório dá destaque à importância para a necessidade de compreender as experiências reais de pessoas vulneráveis que sofrem com os estresses ambientais”.
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