Há planos contra desertificação. Faltam decisões


Provocada em parte pelo homem, degração dos solos pode ser detida, revela relatório à Rio+20. Interesses poderosos ainda impedem correção

Karina Boeckmann, IPS | Tradução: Daniela Frabasile / Outras Palavras

“Não deveríamos esgotar o futuro que queremos”, disse o secretário executivo da Convenção contra a Desertificação, Luc Gnacadja, em uma coletiva de imprensa em Berlim, fazendo uma alusão a um tema central da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável: “O futuro que queremos”. Segundo ele, obter um acordo sobre o uso sustentável da terra na Rio+20 é um requisito para garantir a futura segurança hídrica, alimentar e energética.

Ao se dirigir aos jornalistas reunidos na capital alemã, o ex-ministro do Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Benín apresentou um informe da Convenção. Ele pede que a Rio+20 adote “um objetivo independente sobre o uso sustentável da terra e da água para todos e por todos (na agricultura, manejo florestal, energia e urbanização) frente a um compromisso com um mundo neutro em assuntos da degradação da terra”.

“Precisamos nos centrar em duas dimensões de terra: nas áreas degradadas e nas não degradadas”, afirma o documento. Nas áreas que ainda não foram afetadas, deve-se evitar a degradação, e “nas já degradadas, deveríamos restabelecer a fertilidade e a produtividade do solo. Em outras palavras, a degradação líquida zero pode ser obtida quando, em um dado período, a degradação da terra ou é evitada ou é compensada pela restauração de outras áreas”, acrescenta. “Devemos devolver a terra produtiva à vida. A terra é nossa aliada natural, mas sua paciência não é eterna”, conclui.”
Matéria Completa, ::AQUI::

Nenhum comentário: