Pesquisas criam barata e caracol «ciborgues»


Caracóis e baratas eléctricos já existem. Ambos são incursões experimentais, ainda muito iniciais, de uma nova linha de pesquisa focada na criação de pequenos híbridos entre máquina e animal – auto-suficientes na geração de energia - como alternativa ao uso de pequenos robots.


Em vez de começar do zero e de ter que resolver todos os problemas de movimentação que assolam os criadores de robots, pesquisadores decidiram usar criaturas que já sabem o que fazer.

Tudo o que é preciso é «robotizar» esses seres, vestindo-os com a tecnologia certa para «escravizá-los», fazendo com que obedeçam a todos os comandos - em missões de busca e salvamento, para espiar ou atacar.

Um grande desafio na robotização de criaturas vivas é que, embora estas não venham com baterias, é necessário electricidade para alimentar os sensores e transmissores.

A Darpa (Agência de Projectos de Pesquisa Avançada), órgão americano que financia pesquisas do tipo «e se for possível» tem um programa com o objectivo de resolver isso.

Alguns investigadores, que por enquanto não são patrocinados pela organização, já estão a dar os primeiros passos nesse sentido. Evgeny Katz, da Universidade Clarkson, relatou o seu caracol eléctrico recentemente no Journal of the American Chemical Society.

Ele e os seus colegas colocaram dois eléctrodos revestidos de enzimas num espaço entre a concha e o corpo de um caracol, uma área em que a glicose está presente.

As enzimas promovem reacções químicas que produzem um fluxo do electrões (electricidade) a partir das moléculas de glicose.
Em Janeiro, na mesma revista, cientistas anunciaram um método similar, mas usando baratas.”

2 comentários:

Linkicha disse...

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Aki Tem disse...

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