Mercado voluntário de carbono sobrevive em meio à crise


Sentimento em relação ao futuro é positivo, com diversos atores alegando haver sinais da manutenção do interesse no mercado, revela pesquisa que reconhece as empresas com melhor desempenho da ferramenta

Fernanda B. Müller, Instituto CarbonoBrasil/Environmental Finance/Carbon Finance

Os mercados voluntários de carbono, mesmo sendo em menor escala do que os esquemas compulsórios, sempre foram grandes fomentadores de abordagens e projetos inovadores, trazendo novas ferramentas e perspectivas ao cenário mundial de corte de emissões de gases do efeito estufa.

A Pesquisa dos Mercados Voluntários de Carbono 2012, produzida pelas revistas Environmental Finance e Carbon Finance e divulgada nesta quarta-feira (11), demonstrou que o sentimento em relação ao ambiente voluntário para projetos de carbono escapou do pessimismo que toma conta dos esquemas sob o Protocolo de Quioto.

Ainda que a crise econômica, que já em 2009 impactou significativamente o mercado voluntário, e as perspectivas nebulosas no cenário internacional de discussão sobre as medidas para mitigaras mudanças do clima tenham reduzido em muito a demanda no cenário paralelo à Quioto, as empresas mostram que não estão abandonando o mercado.

"O mercado ainda não está nem perto da atividade que tinha antes da crise financeira, mas tem renascido das profundezas", comentou Lenny Hochschild, da empresa de corretagem norte-americana Evolution Markets, que ficou classificada na pesquisa como a melhor firma do seu ramo.

Pelo terceiro ano seguido, a Markit, empresa de serviços no setor de informações financeiras, foi escolhida pelos leitores das duas revistas como Melhor Fornecedora de Registro. A Markit lista quase 70 milhões de créditos (mercados de carbono, água e biodiversidade) abrangendo 20 padrões e programas em mais de 50 países.”
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