O apocalipse existe. Ele é ecológico


“Baseados no calendário maia, alguns acreditam que a 21 de dezembro de 2012 acontecerá o fim do mundo. Para a ciência, o apocalipse definitivo realmente ocorrerá... dentro de 5 ou 6 bilhões de anos. Mas pequenos fins de mundo estão acontecendo, todos os dias, na natureza

Luis Pellegrini, Revista Oásis / Brasil 247

O mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012? Claro que não. Do ponto de vista da ciência, esse dia será apenas uma data como outra qualquer. As melhores cabeças-pensantes, no entanto, falam cada vez mais dos pequenos-grandes apocalipses que ocorrem a cada instante na superfície do planeta. Aqueles fins-do-mundo ecológicos, por exemplo, quase sempre provocados pela nossa ganância, incúria e irresponsabilidade.

Apesar dos desmentidos, a mídia internacional esquenta os motores para a saraivada de matérias sobre hecatombes previstas para o final deste ano. Que fazer? Os leitores adoram reportagens e filmes que tratam de grandes desastres.

Resta a pergunta: por que o tema do fim do mundo desperta tanto interesse? O mito do apocalipse é muito antigo: é o tema, inclusive, do livro que encerra a Bíblia.

Poucos fenômenos religiosos são mais paradoxais e repetitivos que a expectativa apocalíptica - ou seja, a crença numa transformação radical e iminente do mundo. Por um lado, a primeira coisa que se pode dizer dessa crença é que, em todas as vezes que se manifestou, mostrou-se sempre equivocada. Por outro lado, apesar de desapontar constantemente, continua a surgir, com maior ou menor intensidade, e a arrastar ocasionalmente grandes massas de pessoas que nela confiam cegamente.

O que intriga os cientistas é que, embora se apoie sempre sobre pressupostos falsos, a crença apocalíptica pode assumir grandes proporções e canalizar imensas forças. Pode inspirar seus seguidores a praticar monumentais sacrifícios (lembram dos suicídios coletivos das seitas apocalípticas de Jim Jones, do Templo Solar, dos davidianos de Wacco, etc?) Pode engendrar comportamentos radicais, desde os mais pacíficos até os mais violentos. Além disso, outra característica importante dos grandes movimentos apocalípticos é que eles raramente desaparecem, mesmo depois que seus prognósticos de destruição total mostram-se completamente falsos. Seus integrantes apenas reescrevem a história passada do seu respectivo movimento, de modo a eliminar as previsões que se mostraram errôneas.”
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