Atividades humanas colocam o 'mundo sob pressão'


Maior conferência sobre sustentabilidade antes da RIO+20 reúne quase três mil especialistas que afirmam que estamos ultrapassando os limites da Terra e rumando para um futuro incerto e perigoso

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

O tempo está acabando para evitar que algumas transformações climáticas e ambientais se tornem irreversíveis, como o aquecimento global e o aumento do nível dos oceanos. É o aviso que manda a conferência o Mundo Sob Pressão, que começou nesta segunda-feira (26) em Londres, Inglaterra.

Os mais de 2800 cientistas, políticos e representantes de empresas reunidos para o evento ouviram nos discursos de abertura que o impacto da humanidade no planeta está provocando o que foi batizado de “A Grande Aceleração”.

O fenômeno pode ser definido como a perda de recursos e condições de vida em um ritmo muito mais rápido do que era previsto.

“Os últimos 50 anos viram as mais rápidas transformações entre a relação humana e o mundo natural. Muitas atividades se tornaram tão vorazes que no tempo de uma única geração mudanças drásticas aconteceram nos ecossistemas. Nós estamos presenciando a ‘Grande Aceleração’”, afirmou Will Steffen, especialista em transformações globais da Universidade Nacional da Austrália.

De acordo com os palestrantes que abriram a conferência, muitos são os indicadores que mostram que estamos perto de atingir um ponto onde transformações prejudiciais serão irreversíveis: a maior concentração do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o aumento das temperaturas e dos níveis dos oceanos, o degelo de montanhas e polos, a perda da biodiversidade, a escassez dos recursos hídricos e o consumo irracional do atual modelo econômico.

“Para onde estamos indo? A humanidade está alterando vários ciclos naturais importantes, como o do carbono, água e nitrogênio. Estamos ultrapassando limites que deveriam ser respeitados para a nossa própria segurança”, alertou Steffen.”
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