Fabiano Ávila , Instituto
CarbonoBrasil/Ipea/MCT
“Estes setores, de reduzido efeito multiplicador sobre o restante da economia e de baixo valor agregado, impõem obstáculos a uma estratégia de crescimento sustentado no longo prazo, sobretudo se a distribuição da produção estiver se concentrando. Para um país que necessita ampliar suas condições de competitividade externa, essas características devem ser vistas como, no mínimo, preocupantes em uma estratégia consistente de desenvolvimento industrial e econômico”, afirma o comunicado.
O quadro geral que Ipea passa é que o Brasil está sendo um fornecedor de commodities do mercado global. Assim, o país arca com os passivos ambientais das atividades de uso intenso dos recursos naturais e ainda gasta para importar bens produzidos com a nossa matéria-prima no exterior.
O Instituto também alerta para o fato da
economia brasileira ter demonstrado baixo dinamismo em termos de produtividade
do trabalho. Se for excluído 2009, ano que o Brasil sofreu os impactos da crise
econômica internacional, a indústria extrativa aumentou sua participação em
5,9%, enquanto que a indústria de transformação sofreu uma queda de 2,5%.
Outros setores, como gás e construção civil caíram ainda mais, 3,4%.”
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