Corrida por terras provoca instabilidade e conflitos


Relatório afirma que a compra de milhões de hectares por investidores interessados em desenvolver atividades econômicas e de preservação resulta na expulsão de pessoas de suas terras e já é uma das causas para revoluções civis

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/RRI

Dos 203 milhões de hectares negociados em todo o mundo entre 2000 e 2010, dois terços estavam na África e provocaram a expulsão de comunidades inteiras de suas terras para dar lugar a atividades de mineração, plantações e até mesmo para projetos de preservação com o objetivo de lucrar com a venda de créditos de carbono ou com programas internacionais de conservação. É o que alerta o relatório “Turning Point –What future for forest peoples and resources in the emerging world order?”, publicado nesta quarta-feira (3) pela Iniciativa de Direitos e Recursos (Rights and Resources Initiative – RRI). 

“A aquisição de terras foi um dos fatores chave para o início de guerras civis no Sudão, Libéria e Serra Leoa, e estamos preocupados que o mesmo problema vai se repetir em outros países”, afirmou Jeffrey Hatcher, diretor global de programas da RRI.

Fundada em 2005 por instituições como o CIFOR e o IUCN, a RRI afirma que os interesses internacionais querem garantir a propriedade de recursos naturais e por isso estão se aproveitando da desorganização dos países mais pobres para adquirir imensas quantidades de terras.

A África é um alvo vulnerável para os investidores porque cerca de 98% de suas florestas estão sob domínio estatal, o que torna mais provável casos de corrupção e suborno.”
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