Carlos Eduardo Lins da Silva, Agência
FAPESP
Por meio do uso de medicamentos ou intervenções comportamentais, tais estudos sugerem que janelas de aprendizado que – julgava-se – se fecham definitivamente a partir de certa idade podem ser “reabertas”. Enfermidades adquiridas enquanto recém-nascido, e que pareciam incuráveis, também podem ser curadas.
Takao Hensch, neurologista e professor da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, um dos que apresentaram trabalhos sobre esse tema na reunião, resume assim a questão: “Trata-se de tornar cérebros velhos jovens de novo”. Suas experiências com ratos se focam em moléculas e na química cerebrais que ajudam a abrir ou fechar essas janelas.
Há sérios riscos envolvidos no processo, no entanto, como o próprio Hensch admite, já que alguns desses procedimentos podem ocasionar danos psiquiátricos ou psicológicos, o que fará com que ainda leve tempo para começarem testes com seres humanos.
No entanto, seu trabalho e de outros tem ajudado a aumentar a compreensão de como o cérebro, especialmente na primeira infância, funciona, em particular a sua plasticidade, ou seja, como ele se alinha e realinha pela formação de novas conexões entre neurônios, ao responder aos estímulos que recebe do ambiente.
O aprofundamento dessas pesquisas pode
fazer com que cientistas descubram como intervir para ajudar a melhorar o desenvolvimento
e o aprendizado das crianças, bem como fazer com que o cérebro de pessoas
recupere parte da plasticidade que tinha no começo da vida.”
Artigo Completo, ::Aqui::



0 comentários:
Postar um comentário