Ártico aquece a seu nível mais alto e pesquisadores temem pontos críticos


Jeremy Hance, Mongabay / Carbono Brasil

“No último ano, o Ártico, que está esquentando mais rapidamente do que qualquer lugar na Terra devido às mudanças climáticas globais, experimentou seus doze meses mais quentes. De acordo com dados recentes da NASA, as temperaturas árticas médias em 2011 ficaram 2,28 graus Celsius acima das registradas de 1951 a 1980.

À medida que o Ártico esquenta, pondo em perigo sua biodiversidade e seus povos indígenas, os pesquisadores ficam cada vez mais preocupados que a região atinja pontos climáticos críticos que podem impactar severamente no resto do mundo. Um comentário recente na Nature Climate Change destacou o número de pontos críticos que estão tirando o sono dos cientistas.

“[Os pontos críticos] podem gerar mudanças climáticas profundas que colocam o Ártico não na periferia, mas no centro do sistema terrestre”, disse o professor Duarte, climatologista do Instituto Oceânico da Universidade do Oeste da Austrália e coautor de outro estudo, em um comunicado à imprensa. “Isso tem grandes consequências para o futuro da espécie humana à medida que as mudanças climáticas avançam.”

Um dos pontos críticos é a perda de gelo marinho. O Ártico não estava apenas relativamente quente no último ano – batendo o recorde anterior estabelecido em 2010 de 0,17 graus Celsius – ele também experimentou o menor volume de gelo marinho já registrado, e a segunda menor extensão. O gelo marinho é essencial para muitas espécies árticas, de ursos polares a morsas, e de narvais a focas.

Em apenas 30 anos, o volume de gelo marinho caiu vertiginosamente, diminuindo 76% de 1979 (16.855 quilômetros cúbicos) a 2011 (4.017 quilômetros cúbicos). Essa perda de gelo marinho também leva a um aquecimento regional e global, já que o gelo do Mar Ártico reflete a luz solar de volta ao espaço, resfriando não apenas a região, mas o mundo.”
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