iG / The New York
Times
Os aquaristas que criam peixes tropicais
dirão que seus aquários são uma fonte de relaxamento, mas uma pesquisa recente
sugere que os peixes podem discordar.
Quase 13 milhões de lares nos Estados
Unidos possuem um aquário, e o aquário médio tem menos de 40 litros. Ainda
assim, um estudo comparando o comportamento de peixes comuns de água doce em
diversos habitats descobriu que os mantidos em aquários pequenos eram
consideravelmente mais agressivos do que os que vivem nos grandes -- têm maior
propensão a brigar, inflar as guelras e proteger qualquer cantinho minúsculo
que encontrarem.
"Em aquários maiores, os peixes não se
mantinham o tempo todo à vista um do outro, e ficavam nadando ao redor
conferindo tudo em vez de ficarem se digladiando", disse o autor do
estudo, Ronald G.
Oldfield, professor de
biologia da Case Western Reserve University.
O peixe em questão era o ciclídeo midas,
espécie popular entre aquaristas pelas cores brilhantes e natação ativa.
Oldfield usou apenas peixes bastante jovens para eliminar comportamentos
agressivos associados ao acasalamento.
Oldfield reconhece que o bem-estar do peixe
pode não despertar emoções profundas. "Provavelmente não é o fim do
mundo", disse durante entrevista telefônica. Nem a Sociedade Protetora dos
Animais, que costuma produzir comerciais com imagens em câmera lenta de animais
que sofreram violência, oferece diretrizes para o tratamento de peixes de
estimação.
"Trabalhamos com quase todas as
questões animais que existem, mas não creio que esta seja uma delas",
afirmou um porta-voz por e-mail.
Ainda assim, Oldfield observou que o
aquário doméstico médio tinha apenas um décimo do tamanho do menor tanque do
estudo para produzir peixes dóceis.
"Se as pessoas mantivessem cachorros
nessas condições, seriam presas. Isso é algo em que deveríamos pensar."
Foto: Getty Images
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