Fernanda B. Müller, Instituto
CarbonoBrasil/Greenpeace
A preocupação com a super exploração da
vida marinha para suprir a crescente demanda por pescados ao redor do mundo
expõe cenas que geralmente são desagradáveis aos olhos urbanos não acostumados
a enxergar além dos freezers do supermercado, como a matança dos golfinhos na
baía de Taiji no Japão e o finning - o corte da barbatana - de tubarões.
Mas além dessas cenas deploráveis de
matança generalizada, a indústria pesqueira precisa lidar também com questões
sensíveis e urgentes se quiser manter e recuperar estoques saudáveis. Um
exemplo é a adoção de práticas mais sustentáveis para espécies chave, como o
atum, que está ameaçado de extinção segundo a lista vermelha da IUCN.
Um vídeo gravado recentemente pelo
Greenpeace mostra imagens perturbadoras da pesca do atum no Oceano Pacífico.
Usando 'dispositivos de concentração de peixes' (DCPs), que atraem peixes como
o marlim e o atum, e redes de cerco, o setor não captura apenas cardumes
inteiros de atuns (incluindo juvenis), mas qualquer outro animal na área como
tartarugas, raias manta, golfinhos e baleias (bycatch).
“A indústria global de pesca de atum
quer que acreditemos que opera segundo um modelo de sustentabilidade. Mas usar
DCPs é uma prática habitual de todas as empresas. O massacre exposto neste
vídeo pode chocar, mas não é nenhuma surpresa para a indústria. É dessa forma
que eles pescam, todos os dias”, afirmou Simon Clydesdale, conselheiro do
Greenpeace.
Várias soluções já existem para tratar
deste problema através de técnicas seletivas de pesca, porém a indústria do
atum continua empregando estes métodos destrutivos, denuncia o Greenpeace.
No Reino Unido, a ONG levou o assunto aos
principais supermercados e marcas de atum enlatado, que estão se comprometendo
em não adquirir produtos provenientes da pesca com DCPs.”
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2 comentários:
tudo de ruim que acontece ao ser humano é pouco!!
o que o ser humano faz com a natureza é imperdoavel
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