Nova técnica pode facilitar políticas de preservação


Pesquisadores calculam a capacidade das florestas de resfriar o ambiente e salientam que esse serviço ecossistêmico deveria ser levado em conta para justificar ações de mitigação do aquecimento global e de uso da terra

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Universidade de Illinois

Quando se pensa em manter a floresta intacta como uma forma de combater as mudanças climáticas o que costuma ser considerado é a quantidade de carbono que seria liberado para a atmosfera se as árvores fossem derrubadas. Agora, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, em parceria com instituições brasileiras, propõem que a capacidade das florestas de resfriar o ambiente também seja utilizada como um argumento a favor de ações de preservação.

“Todos sabem que o desmatamento causa a liberação de dióxido de carbono e que isso contribui para o aquecimento global. Mas os serviços ecossistêmicos das florestas que atuam sobre o clima também deveriam ser levados em conta”, afirmou Kristina Anderson-Teixeira, uma das autoras do artigo.

As florestas contribuem para o resfriamento de uma região ao liberarem vapor de água no ambiente, um tipo de “suor planetário”.
“É preciso uma grande energia para converter água em vapor e esse processo resfria o solo e a superfície das folhas da mesma maneira como o suor resfria a nossa pele”, explicou Evan DeLucia, coautor da pesquisa. 

A importância da presença das florestas para o clima já é conhecida há muito tempo, a dificuldade está em quantificar essa ajuda de forma que possa ser um argumento a mais para a preservação ambiental.
Para tentar resolver esse problema, Kristina Anderson-Teixeira e Evan DeLucia, ambos da Universidade de Illinois, se uniram aos professores Peter Snyder e Tracy Twine, da Universidade de Minnesota, e aos professores Santiago Cuadra, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, e Marcos Costa, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.”
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