Investimentos em renováveis atingem US$ 260 bi em 2011


Aumento no financiamento de projetos de energia limpa chegou a 5% no último ano, impulsionado principalmente pelo crescimento do setor solar; EUA voltam ao primeiro lugar de país que mais investe nessa indústria e desbancam China

Jéssica Lipinski, Instituto
CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Se o ano de 2011 não foi bom para a economia mundial, o mesmo não se pode dizer para o setor de energias renováveis. Embora o crescimento tenha sido muito mais tímido no último ano (5% entre 2010 e 2011) do que no período anterior (30% entre 2009 e 2010), ainda assim houve um aumento considerável desta indústria, que chegou aos US$ 360 bilhões, atingindo cinco vezes mais investimentos do que em 2004.

“Os números recordes de investimento para 2011 são particularmente impressionantes porque foram atingidos durante um ano turbulento para a economia mundial em geral e para o setor de energia limpa em particular”, aponta o relatório desenvolvido pela Bloomberg New Energy Finance, empresa de consultoria de mercado.

“A indústria sofreu pressões severas nas margens de lucro dos fabricantes, uma queda acentuada nos preço das ações, algumas bancarrotas notáveis, cortes no apoio subsidiário do governo europeu e uma redução na disponibilidade de financiamentos bancários”, explicou o documento.

Os dados revelam que os Estados Unidos voltaram ao primeiro lugar como país que mais investe nas energias renováveis. Os financiamentos do país no setor alcançaram os US$ 55,9 bilhões, subindo 33%. “A notícia de que os EUA voltaram para a liderança no investimento em energia limpa no último ano tranqüilizará aqueles que temiam que a nação estivesse ficando atrás de outros países”, comentou Michael Liebreich, diretor executivo da Bloomberg.

Apesar disso, a análise sugere que o aumento dos investimentos nos EUA foi impulsionado principalmente pela intenção das empresas norte-americanas de incluírem seus projetos no Programa Federal de Garantia de Empréstimos e outros planos de subsídios do governo antes que estes expirassem, o que está planejado para acontecer no final de 2012.”
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