Davos deve discutir futuro dos preços dos alimentos


Fórum Econômico Mundial começa nesta semana e a questão da segurança alimentar diante da tendência de alta das commodities agrícolas e da necessidade de atender a demanda de 7 bilhões de pessoas deve ser um dos seus principais temas

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

As mudanças climáticas provavelmente não ganharão muito espaço nas mesas de discussão do Fórum Econômico Mundial, que começa nesta quarta-feira (25) em Davos, na Suíça, mas uma de suas consequências, o aumento do preço das commodities agrícolas, deve ser um dos tópicos mais debatidos.

O índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para 55 commodities alimentares subiu sem parar nos últimos seis meses, alcançando os 214.7 pontos. Uma tendência que pode se manter, ainda mais porque a entidade afirma que a produção de alimentos precisa crescer 70% até 2050 para atender a população mundial.

A alta do preço dos alimentos está relacionada a problemas climáticos, como estiagens, enchentes e padrões climáticos fora do que seria o ideal para várias culturas por todo o planeta. No ano passado a Rússia chegou a interromper sua exportação de grãos devido a uma seca severa, e a China se tornou pela primeira vez na história uma importadora de soja depois de uma série de enchentes.

“As pessoas pensam que as mudanças climáticas são um fenômeno que ocorre devagar, levando longos períodos de tempo para acontecer. O que não é verdade, já presenciamos efeitos prejudiciais delas para a economia mundial”, afirmou Garvin Jabush, do grupo de investimentos Green Alpha Advisors, à rede norte-americana CNBC.

Em Davos, líderes mundiais terão que achar espaço entre as conversas sobre o futuro econômico da União Europeia para debater políticas que multipliquem a produção de alimentos e assegurem o acesso dos mais pobres à comida.

“A Agricultura será uma parte importante de qualquer discussão internacional daqui para frente. Sabemos que a atividade pode ser aprimorada, inclusive para emitir menos gases do efeito estufa”, declarou Molly Jahn, professor de agronomia da Universidade do Wisconsin.”
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